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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O PLASMA RICO EM PLAQUETAS NO ESPORTE


Plasma rico em plaquetas é o resultado de uma técnica terapêutica envolvendo a centrifugação de uma amostra autóloga de sangue humano, o que permite a extração de parte do plasma que contém uma elevada concentração de plaquetas (CREANEY e HAMILTON, 2007). Na prática clínica, o PRP pode concentrar até 388% de fatores de crescimento plaquetário acima dos valores encontrados no plasma normal (CAMARGO et al., 2012).
Desenvolvido pela primeira vez em meados da década de 1990 em cirurgia maxilo-facial, a técnica do plasma resultante de concentrado em plaquetas e os fatores de crescimento é agora amplamente utilizados em alguns campos da medicina e é considerado como grande potência (HAMILTON et al., 2010).
O uso do PRP é defendido por diversos autores por acreditarem que ele pode estimular a miogênese, atenuar a inflamação e acelerar a recuperação dos pacientes submetidos à sua utilização, principalmente quando se trata de atletas que precisam de um rápido retorno às suas atividades. Para Sampson, Gerhardt e Mandelbaum (2008) as plaquetas também liberam muitas proteínas bioativas responsáveis pelos macrófagos atraindo, células tronco mesenquimais e osteoblastos o que não apenas promove a remoção de tecido necrótico, mas também melhora a regeneração dos tecidos e a reabilitação.
Esses fatores de crescimento desempenham papéis fundamentais no tendão, músculo, ligamento, cartilagem e cicatrização óssea por angiogênese estimulante, epitelização, diferenciação de células – replicação e proliferação da formação de matriz extracelular (MEI-DAN, MANN e MAFFULLI, 2010). Como o PRP é uma preparação autógena, não há risco de contaminação, inclusive de infecções no local operatório, desde que, durante a manipulação, sejam utilizados materiais esterilizados e técnicas cuidadosas (ANDRADE, DANTAS e SADIGURSKI, 2007).
Segundo Engebretsen e Steffen (2010) o uso do PRP na cicatrização e regeneração tecidual pode abrir uma nova área na medicina regenerativa, mas também que existe a necessidade de trabalhos para a compreensão do mecanismo de ação do PRP no processo de regeneração e reparação de um tecido. No presente há pouco apoio científico para o uso de PRP para a recuperação músculo esqueléticas. Isso proporciona desafios para os pesquisadores que esperam utilizar esta tecnologia para tratar lesões esportiva.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, M. G. S. et al. Efeitos biológicos do plasma rico em plaquetas. Revista de Ciências Médicas e Biológicas, v.6, n.2, p. 204-213, 2007

CREANEY, L. et al. Growth factor delivery methods in the management of sports injuries: the state of play. Br J Sports Med 2008; 42(5):314–320.

ENGEBRETSEN, L; STEFFEN, K. To PRP or not? Br J Sports Med. Dec 2010 Vol 44 No 15.

HAMILTON, B. Platelet enriched plasma for acute muscle injury. Acta Orthop. Belg., 2010, 76, 443-448

SAMPSON, S. et al. Platelet rich plasma injection grafts for musculoskeletal injuries: a review. Curr Rev Musculoskelet Med (2008) 1:165–174.

MEI-DAN, O. et al. Platelet-rich plasma: any substance into it? Br J Sports Med. 2010 Jul;44(9):618-9. Epub 2010 Feb 4.



Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)

Pós Graduando em Fisiologia do Exercício aplicado à clinica (UNIFESP)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br

sábado, 3 de novembro de 2012

PRINCIPAIS LESÕES EM CORREDORES DE RUA




A corrida de rua é uma das modalidades que mais vem crescendo no Brasil e no mundo, principalmente motivada por pessoas que buscam os benefícios para a saúde com a pratica regular de exercício físico, numa atividade de baixo custo e fácil execução. A federação Internacional das Associações de Atletismos (IAAF) define as corridas de rua como provas de pedestrianismo disputadas em circuitos de rua com distâncias oficiais variando de 5km a 100km (MACHADO, 2011). Apesar de todos os efeitos benéficos da pratica de corrida, tem-se observado uma elevada incidência de lesões no aparelho locomotor, sobretudo em membros inferiores (PILEGGI et al., 2010). 
De acordo com BENNELL e CROSSLEY (1996), a realização de exercícios de maneira exaustiva, sem orientação ou de forma inadequada, pode contribuir para o aumento de lesões esportivas e estas estão ligadas a fatores intrínsecos e extrínsecos, lesões intrínsecas são decorrentes de características biológicas, individuais e psicossociais e lesões extrínsecas são decorrentes do meio ambiente e de fatores externos (COHEN e ABDALLA, 2003). 
 PILEGGI et al. (2010), em um estudo com duração de 12 meses realizado com 18 corredores (13 homens e cinco mulheres), 9 corredores (50%) apresentaram 22 lesões osteomioarticulares. Dentre os nove corredores lesionados, quatro deles apresentaram três ou mais lesões. No estudo de HINO et al. (2008), onde os autores analisaram a prevalencia de lesoes esportivas e os fatores associados em 295 corredores de rua, sendo 77,3% homens e observaram que a prevalencia de lesões nos ultimos seis meses foi maior em homens com 29,8% enquanto as mulheres foram de 23,9%, a incidencia maior foi entre 30 e 45 anos. 
 De acordo com PAZIN et al. (2008), o esporte competitivo não é sinônimo de saúde devido a uma série de eventos como: lesões, estresse excessivo, risco de morte súbita, que geralmente são resultantes, dentre outros fatores, de cargas excessivas de treinamento. Mas é necessário estabelecer o que pode ser seguro e o que passa a representar maior risco de lesões decorrentes da prática da corrida de rua, portanto, há uma grande necessidade que essa população receba orientações multidisciplinares adequadas para prevenir possíveis lesões. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

BENNELL K. J; CROSSLEY K. Musculoskeletal injuries in track and field: incidence, distribution and riskfactors. Australian Journal of Science and Medicine in Sport. p. 69-75. 1996. 

COHEN, M; ABDALLA, R. J. Lesões nos Esportes: diagnostico, prevenção, tratamento. 1 ed. Rio de Janeiro: v. 1, p. 60-67. Revinter, 2003, 

MACHADO, A. F. Corrida: Bases científicas do treinamento. 1ª ed. 406 p. Ícone Editora. São Paulo. 2011. 

PAZIN, J et al. Corredores de rua: Características demográficas, treinamento E prevalência de lesões. Revista Brasileira DE Cineantropometria E Desempenho Humano. p. 277-282. 2008. 

PILEGGI, P. et al. Incidência e fatores de risco de lesões osteomioarticulares em corredores: um estudo de coorte prospectivo. Rev. Bras. Educ. Fís. Esporte, São Paulo, v. 24, n. 4, p.453-462, out/dez. 2010.



Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)

Pós Graduando em Fisiologia do Exercício aplicado à clinica (UNIFESP)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br

segunda-feira, 16 de julho de 2012

TPM - LIVRE-SE DELA E VIVA MELHOR




Só de ouvir essa sigla você já sente um arrepio não é mesmo? Bom eu sentia a mesma coisa quando o assunto era a tão temida TPM, o sofrimento causado por ela deixa nós mulheres no minimo sem disposição e mal humoradas, mas nós podemos com algumas mudanças em nossa rotima mudar esta realidade.
A tensão pré menstrual (TPM), é representada por um conjunto de sintomas físicos, emocionais e comportamentais como:

• Tensão e ansiedade.
• Depressão.
• Choro fácil.
• Alterações de humor, impulsividade, irritabilidade, raiva.
• Agressividade.
• Alterações no apetite, compulsão por certos alimentos.
• Insônia ou sonolência.
• Recolhimento social, reclusão.
• Dificuldade de concentração.
• Dor de cabeça.
• Fadiga.
• Ganho de peso por retenção de líquidos.
• Aumento da circunferência abdominal.
• Sensibilidade aumentada nos seios.
• Aparecimento de acne por oleosidade excessiva na pele.

A TPM está classificada em quatro tipos: A, C, H e D, de acordo com a predominância dos sintomas. Esta classificação não é uma regra. Uma mesma mulher pode apresentar os sintomas de um ou mais tipos de TPM.

TPM tipo A: as mulheres ficam ansiosas, irritadas, tensas e até mesmo agressivas. Este é o tipo mais freqüente.
TPM tipo C: caracteriza-se pelo aumento do apetite, compulsão alimentar (predominando a compulsão pela ingestão de doces, como chocolates), fadiga, dor de cabeça e palpitações.
TPM tipo H: há aumento súbito de dois a três quilos no peso corporal, aumento das mamas, dor e distensão abdominal.
TPM tipo D: é o menos freqüente e os sintomas predominantes são choro fácil, sonolência ou insônia, confusão mental e depressão.

Algumas recomendações se não levam a cura ao menos aliviam estes sintomas. Mudanças no estilo de vida, incluindo a prática de atividade física, exercícios aeróbicos de preferência, e modificação na dieta, são recomendadas para todas as mulheres, ter boas horas de sono no minimo 8 horas também auxilia na melhora dos sintomas. A pratica regular de exercícios físicos ajuda a melhorar a sua saúde e aliviam os sintomas de fadiga e alterações de humor. Estudo comprova com base em entrevistas realizadas com mulheres que só o fato de não realizarem a atividade fisica é um fator para a presença da TPM.

O proximo passo é fácil e só depende de você, para começar a se livrar desse mal, incorpore algum tipo de atividade física regular em sua rotina. Comprometa-se a fazer pelo menos 30 minutos de atividade física como caminhadas, natação ou outra qualquer outra atividade aeróbica, sempre com a orientação de um profissional habilitado, neste caso o educador físico, atitudes como essas iram lhe proporcionar o bem-estar novamente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Arruda C. G. Tensão Pré-Menstrual. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Projeto Diretrizes. 2011.

Fernandes, C. E. Síndrome da tensão pré-menstrual – o estado atual dos conhecimentos. Arquivo de Medicina ABC v. 29 no 2 Jul/Dez 2004.

Muramatsu, C. H.  CONSEQÜÊNCIAS DA SÍNDROME DA TENSÃO PRÉ MENSTRUAL NA VIDA DA MULHER. Rev Esc Enferm USP 2001.

PETTA, C. A. TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL: PERSPECTIVA E ATITUDE DE MULHERES, HOMENS E MÉDICOS GINECOLOGISTAS NO BRASIL. RELATÓRIO FINAL. Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas – Cemicamp. Maio 2008.

TEIXEIRA, R. A. Passando a limpo a TPM. Sua Origem e soluções. Instituto do Cerebro de Brasilia. 2009.




Profª Cristiane dos Santos
CREF 090370-G/SP
Professora de Educação Física formada pela Universidade Santa Cecilia.
Email: cristiane.santos08@gmail.com

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA - GINASTICA LOCALIZADA



A ginastica localizada é definida por Delgado (2012) como sendo um método de condicionamento físico, que visa desenvolver a resistência muscular localizada de  um músculo ou de um grupamento muscular, tornando-o mais tonificado sem com tudo hipertrofiá-lo deixando o corpo mais firme (hipertonia) e resistente a fadiga. A ginástica localizada surgiu praticamente junto com a aeróbica, no começo não era muito freqüentada devido ao grande sucesso da aeróbica, mas aos poucos as pessoas foram percebendo que para manter uma harmonia corporal só a aeróbica não bastava, era preciso algo mais, alguma coisa que deixasse os músculos firmes e torneados (PEDRO, 2009 apud BREGOLATO, 2006).
Os objetivos dessa atividade fisica são: melhorar a flexibilidade, melhorar a coordenação motora, desenvolver a agilidade, melhorar a postura, estética e prevenir lesões. (Bentes, 2012)
Os beneficios da Ginastica Localizada foram comprovados em varios estudos como o realizado por De Paoli et al (2005), onde os autores avaliaram o consumo calórico da parte principal de uma aula de “Ginástica Localizada” em 15 mulheres voluntárias, com média de idade (30 4,6 anos), já praticantes desta atividade física. Os resultados foram satisfatorios com a comprovação de que o gasto calorico é eficiente e dentro dos padrões estabelecidos pelo ASCM.
Segundo o estudo realizado por Lima et al (2010), onde o objetivo foi avaliar a influência de um programa de ginástica, de dois meses de duração, sobre a postura e flexibilidade de idosas na faixa etária de 60 a 75 anos cinco participantes modificaram a postura. E houve ainda redução da retroversão pélvica e aumento significativo de flexibilidade, chegando-se a conclusão que um programa de ginástica é capaz de melhorar as alterações posturais de idosas, assim como resgatar a flexibilidade.
Em outro estudo, onde foi analisado os efeitos do treinamento em Ginastica Localizada no Perfil Lipídico de 28 mulheres obesas com idade entre 25 e 45 anos, foi realizado um programa de treinamento resistido, durante 9 semanas, com 3 sessões semanais e 1h de duração. As aulas eram compostas por um aquecimento, 10 exercícios localizados e alongamentos. Os autores chegaram a conclusão que o treinamento resistido em Ginastica Localizada foi eficaz por proporcionar modificações benéficas no Perfil Lipídico podendo levar a redução do risco de doenças arteriais coronarianas na população obesa. (BRAGA et al, 2012)
Por fim, diante destes varios estudos realizados e de seus resultados, podemos ter a certeza de que a Ginastica Localizada, alem de ser uma atividade fisica animada e contagiante, faz muito bem a saúde.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Delgado, L. GINÁSTICA LOCALIZADA. Disponivel em: <http://www.aquabarra.com.br/artigos/treinamento.php>. Acesso em: 08 de Jun. 2012.

Pedro, A. B. A. A Influência Motivacional da Música em Praticantes de
Ginástica Localizada em Juiz de Fora. Monografia. Faculdade de Educação Física e Desportos. Universidade Federal de Juiz de Fora. Juiz de fora. 2009.

BENTES, C. M. Ginastica Localizada - Métodos e Sistemas. Grupo de Pesquisa em Treinamento de Força UFRJ/EEFD. Disponivel em: <http://www.claudiomelibeu.net/sistemas.pdf>. Acesso em: 08 de Jun. 2012.

DE PAOLI, M. P. O custo energético de uma aula de ginástica localizada
avaliada por meio de calorimetria indireta. Motricidade - v.1 - n.1, 2005.

LIMA, H. C. O. et al. Avaliação dos benefícios da ginástica localizada. Universidade Estadual do Ceará. Revista Brasileira de Educação Fisica e Esporte, São Paulo, v.24, n.4, p.525-534, out/dez. 2010.

Braga, M. O. EFEITOS DO TREINAMENTO EM GINÁSTICA LOCALIZADA NO PERFIL LIPÍDICO DEMULHERES OBESAS. Disponivel em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/34091/000632188.pdf?sequence=1>. Acesso em: 08 de Jun. 2012.





Profª Cristiane dos Santos
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Professora de Educação Física, formada pela Universidade Santa Cecilia.
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

LESÕES NO VOLEIBOL



O voleibol é um esporte coletivo, porém diferente do futebol, basquete e handebol não tem contato físico, o que leva a algumas pessoas imaginarem que é um esporte livre de lesões, ao contrario do que se pensa este esporte é um dos mais propensos a lesões. As articulações do tornozelo, joelho, ombro e mãos são muito exigidas. No saque, na manchete, no levantamento, na cortada, nos saltos e nos bloqueios, toda movimentação é realizada com grande amplitude de movimento e diversas vezes, podendo resultar em lesões, devido aos movimentos repetitivos.
O Voleibol é um esporte que apresenta uma alta incidência de lesões, apesar de não ser um esporte de contato físico existe o contato com o piso, com a bola, com a rede. (FISIOTERAPIA PERSONALIZADA, 2012 apud Cohen, 2005.)
Em estudo realizado por Talma (2009), onde o autor apresenta as lesões em atletas de voleibol por tipo e segmento corporal, o trauma articular de tornozelo teve 36,4% de incidência seguida por 36,4% de Lesão músculo-tendínea de joelho e 27,3% de Lesão muscular isolada de coxa. O principal motivo de todas as contusões dos voleibolistas no tornozelo é o uso excessivo (overuse) desses componentes anatômicos durante sessões e jogos. (Silva, 2007). (Talma, 2009 apud Reeser et al., 2006) afirmam que o mecanismo de aproximadamente 75% das lesões agudas de tornozelo, são lesões por inversão após contato na rede, com adversários ou com jogadores da mesma equipe durante uma ação de bloqueio.
Os saltos são os principais mecanismos causadores de lesões na articulação do joelho nos voleibolistas (Silva, 2007). Das lesões agudas mais encontradas na pratica do voleibol, o entorse de joelho é a mais freqüente, (Fisioterapia Personalizada, 2012 apud Ribeiro, 2007) ocorrem no momento da aterrisagem do salto, e podem resultar em rupturas de ligamento cruzado anterior e ruptura de menisco. (Fisioterapia Personalizada, 2012).
As lesões de músculo-tendínea acometeram 42,9% dos jogadores analisados em um estudo (Talma, 2009). Silva et al (2007) afirmam que as lesões mais freqüentes dos membros superiores acontecem no ombro dos jogadores de voleibol, cerca de 8 a 20% em voleibolistas.
A lesão inflamatória mais comum no vôlei é a tendinite do manguito rotador. A grande incidência dessa lesão é acarretada pela própria exigência do esporte, que obriga os atletas a uma carga excessiva de treinos. O motivo é que os atletas realizam uma rotação externa e interna do ombro no saque e na cortada por muitas vezes (Pires, 2009 apud Briner & Kacmar, 1997).
Marques Junior (2004) apud (Peterson & Renstron, 1995) afirma que mais de 50% das lesões nos atletas acontecem por má elaboração na prescrição do treinamento. A prescrição inadequada das sessões de treino vem reduzindo a longevidade competitiva dos desportistas (Marques Junior, 2004 apud FILIN & VOLKOV, 1998). O treino exagerado prejudica a saúde dos atletas, física e emocionalmente, predispondo estes desportistas à lesões.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FISIOTERAPIA PERSONALIZADA. Voleibol. Disponível em <http://fisioterapiapersonalizada.com.br/lesoes.html>. Acesso em: 19 de fev. de 2012.

MARQUES JUNIOR, N. K. Principais lesões no atleta de voleibol. Revista Digital - Buenos Aires - Año 10 - N° 68 - Enero de 2004

Pires, L. M. T. Lesões no ombro e sua relação com a prática do voleibol - Revisão da Literatura. Revista Cientifica Internacional (Inter Cience Place) Ano 2 - N º 10 Novembro/Dezembro – 2009.

Silva, M. A. F. M. et al. IDENTIFICAÇÃO DOS TIPOS DE LESÕES NO CAMPEONATO DA II LIGA DO INTERIOR DE VÔLEI NO ESTADO DO CEARÁ. II Congresso de Pesquisa e Inovação da Rede Norte Nordeste de Educação Tecnológica João Pessoa - PB - 2007

TALMA, P. V. Prevalência de lesões ostemioarticulares em atletas de voleibol de quadra da UFJF. UFJF, Juiz de Fora 2009.




Profª Cristiane dos Santos
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

PRINCIPAIS OCORRÊNCIAS DE LESÕES NA MUSCULAÇÃO.


Observa-se nos últimos anos um crescimento do número de pessoas que praticam exercícios físicos recreativos ou de alto rendimento. Nesse sentido tem-se observado também um aumento de lesões. A musculação quando comparada com outras práticas esportivas, apresenta menor incidência de lesões.
As lesões podem ocorrer de vários modos. Um deles é o trauma direto, como uma pancada com um objeto, causando uma contusão (escoriação) ou uma laceração. Outro meio é decorrente esforço causado pelo uso excessivo de uma ou mais estrutura ou por um único episódio violento, como uma força de estiramento súbito aplicada sobre um músculo que está executando uma contração vigorosa, quando a força aplicada é mais forte que a capacidade da estrutura resistir à ruptura (Ibrahim et al, 2009 apud Schwarzegger, 2001).
A aplicação inadequada de um programa de treinamento como: volume, intensidade, freqüência, levando a um incremento muito rápido no volume total do treino, pode ocasionar o surgimento de lesões. Outro erro comum de treino é não ter um tempo adequado de descanso e não respeitar a periodização necessária.
Segundo Konda, 2010 (apud Fleck e Simão, 2008) relatam dores lombares e incômodos na articulação do ombro como sendo as queixas mais comuns na sala de musculação.
As dores lombares são comuns em praticantes de musculação e na população em geral. Nos adeptos da musculação, entre as causas mais comuns estão a lombalgia por contratura de musculatura paravertebral, o processo inflamatório no disco - discite -, que é gerado por movimentos repetidos em flexão e rotação, a artrite na articulação sacroilíaca e a fratura por estresse (Pinto e Lima, 2010).
Normalmente, o segmento L5 - S1 é o local mais comum de problemas na coluna vertebral porque esse nível sustenta mais peso em relação a outros. Portanto, é fundamental o fortalecimento da musculatura paravertebral e abdominal para manter uma postura adequada. Konda (2010) ressalta que exercícios de flexibilidade, principalmente para a região lombar e cadeia posterior de coxa é associada à diminuição da incidência de dores lombares agudas e crônicas, uma vez que a redução da amplitude leva a uma rigidez articular e limitação do movimento, impossibilitando exercícios físicos sem dor.
A queixa de dores na região do ombro também é muito comum entre os praticantes de musculação.
O ombro é um complexo articular de grande mobilidade em razão de sua pequena congruência com as superfícies articulares e, para manter a estabilidade, depende de ligamentos e músculos. Conseqüentemente, está mais suscetível à lesão (Evangelista, 2011). Os responsáveis pela estabilização estática do ombro são os ligamentos capsulares, os componentes articulares, a pressão intra-articular negativa e o lábio da glenóide. Os principais ligamentos dessa articulação são os glenoumerais superior, médio e inferior. Já a estabilidade dinâmica é proporcionada primariamente pelos músculos do manguito rotador, supraespinhal, infraespinhal, subescapular, redondo menor; tendão da cabeça longa do bíceps e deltóide; e secundariamente, pelos músculos redondo maior, grande dorsal e peitoral maior.
Segundo Pinto e Lima (2010) atletas que apresentam a musculatura do ombro desproporcionalmente fortalecida ou fadigada, o acrômio com ângulo mais acentuado e praticante de modalidades esportivas que impliquem arremessos e braçadas está mais predisposto a desenvolver lesões.
Uma forma de prevenção é incluir exercícios específicos de rotação lateral e medial de ombro a 90° de abdução.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

EVANGELISTA, A. Reabilitação Acelerada. Mitos e Verdades. – Ed. Phorte. São Paulo. 2011.

IBRAHIM, F. R. D. et al. Incidência de lesões osteomioarticulares em atletas fisiculturistas. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício – Vol. 8 n.3 – Jul/Set 2009.

PINTO, A. L. S; LIMA, F. R. Lesões do aparelho locomotor em atletas. In: Negrão CE, Barreto ACP (editores). Cardiologia do exercício: do atleta ao cardiopata. 3ª ed. São Paulo: Manole; 2010.

TEIXEIRA, C.V.L.S.; GUEDES JR. D.P. Musculação: perguntas e respostas: as 50 duvidas mais freqüentes nas academias. São Paulo: Phorte Editora, 2010.


Profº Carlos André Barros de Souza
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ATIVIDADE FÍSICA EM DIFERENTES FASES DA VIDA - CRIANÇA, ADOLESCENTE E IDOSO



Hoje o Blog Corpo em Movimento completa 1 ano, e o tema escolhido para esta data tão especial não poderia ser outro, a “Atividade Física em diferentes fases da vida - Criança, Adolescente e Idoso”.
Resolvi falar dos benefícios que a pratica da atividade física proporciona às diferentes faixas etárias para que possam perceber a importância de tal em nossas vidas.
A atividade física é definida como “um conjunto de ações que um individuo ou grupo de pessoas pratica envolvendo gasto de energia e alterações do organismo, por meio de exercícios que envolvam movimentos corporais, com aplicação de uma ou mais aptidões físicas, alem de atividade mental e social, de modo que terá como resultados os benefícios a saúde. (Baiense, 2005)
A prática de atividade física desde a infância contribui em diversos aspectos, além de melhorar o perfil lipídico, o metabólico e reduzir a prevalência de obesidade torna-se maior a possibilidade desta criança se tornar um adulto ativo.
Vários estudos destacam que hábitos de atividade física, incorporados na infância e adolescência possivelmente possam transferir-se para idades adultas (GUEDES et al., 2006).
Quando trabalha-se a atividade física com crianças deve-se considerar processos como crescimento, desenvolvimento e estado maturacional, além dos aspectos nutricionais e fisiológicos. Segundo Souza et al (2009), o treinamento de força se bem orientado e supervisionado pode ter um valor notável na saúde e no desenvolvimento da criança, como por exemplo no aumento da força e da resistência muscular, melhora a auto-estima, melhora as habilidades motoras entre outros benefícios. Brincadeiras ao ar livre fazem parte deste programa de treinamento também, o próprio peso do corpo da criança é utilizado neste caso.
Na fase da adolescência a atividade física auxilia no desenvolvimento e na redução dos riscos de futuras doenças, além de exercer importantes efeitos psicossociais.
Segundo Mello e Tufik (2004), o aumento da incidência de diagnósticos de depressão em crianças e adolescentes vem sendo descrito na literatura internacional como três vezes mais freqüente nesta faixa etária quando comparados com adultos.
Na adolescência os transtornos de humor são caracterizados por condutas, como: diminuição das atividades diárias, negativismo, comportamento anti-social, perda da auto-estima, ansiedade e déficits cognitivos. (Biazussi, 2008)
A atividade física intensa, principalmente quando envolve impacto, favorece um aumento da massa óssea na adolescência e poderá reduzir o risco de aparecimento de osteoporose em idades mais avançadas, principalmente em mulheres pós-menopausa. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA DO ESPORTE, 1998)
Segundo Ballarin (2007) A prática esportiva saudável contribui para regular o sono e diminuir a ansiedade, promove o aumento do gasto energético, maior coordenação motora, melhora da capacidade respiratória, diminuição do estresse e redução do risco de doenças (hipertensão, obesidade, diabetes), mas nunca se esquecendo que o exercício físico deve ser acompanhado de uma nutrição adequada para cada tipo físico. Brownell (1995) afirma que, além dos benefícios fisiológicos, o exercício físico gera efeitos psicológicos positivos, tais como melhora do humor, redução do estresse, aumento da auto-estima devido à melhora da auto-eficiência e esquemas cognitivos que favorecem o raciocínio otimista.
A idade adulta se dá após do final da adolescência (por volta dos 20 anos de idade), quando ocorrem grandes e rápidas transformações de ordem física, cognitiva e afetiva; (sob o ponto de vista legal e psicológico), o adulto precisa de atividade física para manter-se ativo; para viver plenamente e exercer suas funções com eficiência.
Chegando a 3ª idade os beneficios alcançados pela pratica de exercicio são consideraveis visando sempre o melhoramento da flexibilidade, força, coordenação e velocidade, elevação dos níveis de resistência, para um melhor rendimento pessoal na realização de atividades cotidianas.
Segundo Otto (1987), o idoso tem perda de até 5% da capacidade física a cada 10 anos e pode recuperar 10% através de atividades físicas adequadas.
Uma das principais causas de acidentes com idosos é a queda que geralmente acontece por desequilíbrio, fraqueza muscular, entre outros. O exercício contribui na prevenção das quedas através do fortalecimento dos músculos das pernas e costas; melhora a velocidade, melhora a flexibilidade, melhora a mobilidade.
Estudos mostram que a participação em um programa de exercício leva à redução de 25% nos casos de doenças cardiovasculares, 10% nos casos de acidente vascular cerebral, doença respiratória crônica e distúrbios mentais.
A Prática de atividade física em qualquer fase da vida é muito importante em cada qual por seus diferentes motivos mas sempre com o ideal de promover uma melhor qualidade de vida.
EXERCITE-SE!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARANTES, A. C. A Educação Física na Idade Adulta – Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo FEUSP

BAIENSE, A. F. A importância da Atividade Física. 28/jul/2005 disponível em: www.cref7.org.br/Topicos/Materias/Materia_5.htm 

BALLARIN, G. G. Prática Esportiva na Adolescência. 2007

BIAZUSSI, R. Os Benefícios da Atividade Física aos Adolescentes. Artigo de Iniciação Cientifica. Instituto de Biociências, UNESP. Rio Claro, SP.2008.

BROWNELL, K. D.Exercise and obesity treatment: psychological aspects. Int. J. Obes. 1995.

GUEDES, D.P. et al. Níveis de prática de atividade física habitual em adolescentes. Revista Brasileira de Medicina Esportiva. v. 7, n. 6, - nov./dez. 2006.

MELLO, M. T; TUFIK, S. Atividade física, exercício físico e aspectos psicobiológicos. Editora Guanabarra. p. 51-57, 2004

OTTO, E. Exercícios físicos para a terceira idade. São Paulo. Manole, 1987. 

SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA DO ESPORTE. Posicionamento Oficial - Atividade Física e saúde na infância e adolescência. Rev. Bras. Med. Esporte. v.4, n.4, Jul/Ago, 1998. 

SOUZA, C. A. B et al. Treinamento de força para pré-adolescentes. 2009. Monografia (Graduação em Educação Física) Faculdade de Educação Física de Santos, FEFIS – UNIMES, Santos, 2009.

VIEIRA, V. C. R. et al. A atividade física na adolescência. Adolesc. Latinoam. v.3 n.1 Porto Alegre ago. 2002.


Profª Cristiane dos Santos
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Professora de Educação Física, formada pela Universidade Santa Cecilia.
Email: cristiane.santos08@gmail.com

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

EXCESSO DE TREINAMENTO: UM RISCO PARA QUEM TÊM PRESSA



Não há sombra de dúvidas que o treinamento físico promove variados benefícios para a saúde de um modo geral. Um dos objetivos mais desejados de quem procura uma academia é a estética. E com a chegada do verão essa demanda aumenta consideravelmente, lotando principalmente as academias que oferecem pacotes promocionais que contém várias modalidades de exercícios, com tempo prolongado, chegando a ultrapassar 3 horas. Essas pessoas podem desenvolver a síndrome do OVERTRAINING.
O overtraining ocorre quando há um excesso de treinamento e um período de recuperação insuficiente. As consequências dessa síndrome incluem: perda de peso; perda de apetite; cansaço; ansiedade; depressão; agressividade; pequenas lesões; resfriados constantes; perda no rendimento; dores musculares; dores de cabeça; alteração no sono; disfunções hormonais, entre outras.
O tratamento pode durar semanas ou até meses com o afastamento dos treinos, o que significa deixar de se valer dos reais benefícios que o exercício físico pode nos proporcionar.
É fundamental a participação do professor de educação física no monitoramento da frequência de atividades de cada aluno. Dessa forma, o professor poderá usar seu conhecimento na elaboração de programas de treinamento, associando volume, intensidade e o descanso adequado.

Um abraço,
Prof. Carlos André de Souza
Disponível também em: Opaque Magazine