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quinta-feira, 31 de março de 2011

ADAPTAÇÕES NAS FIBRAS MUSCULARES FRENTE À PRÁTICA DE EXERCÍCIO




Uma das principais adaptações da prática de exercícios físicos é o aumento dos músculos. Segundo Guedes Jr. (2006) o aumento da massa muscular ocorre principalmente por um mecanismo denominado hipertrofia definida como o aumento da secção transversal de cada fibra muscular. A hipertrofia pode ocorrer de duas maneiras conhecidas: hipertrofia sarcoplasmática ou aguda e hipertrofia miofibrilar ou crônica (Teixeira e Guedes Jr., 2010).
A hipertrofia sarcoplasmática ou aguda acontece quando o exercício é levado ao alto número de repetições com baixa carga e intervalos reduzidos entre as séries. Caracterizado pelo o aumento da vascularização, dos substratos energéticos localizados no sarcoplasma e da hidratação celular.
A hipertrofia miofibrilar ou crônica acontece quando o exercício envolve cargas mais elevadas, menor número de repetições e intervalos de descanso maiores. Seu efeito pode ser observado por um período de médio a longo prazo. É caracterizado pelo aumento do tamanho das miofibrilas devido à maior concentração de proteínas contráteis (actina e miosina), que leva ao aumento de sarcômeros em paralelo.
A hiperplasia da fibra muscular, a elevação no número das fibras musculares, é também um possível mecanismo para aumentar o tamanho dos músculos (Kraemer e Fleck, 2006). Essa condição ainda é bastante discutida e a sua contribuição para o volume muscular total, mesmo que ocorra, parece ser limitado (Guedes Jr., 2006).
Outro fator importante para contribuir com o aumento da massa muscular é a adaptação dos tipos de fibras musculares ao treinamento. Nos seres humanos as fibras musculares são classificadas de duas formas: tipo I, ou lentas oxidativas; e tipo II, ou rápidas glicolíticas. A hipertrofia muscular pode ser observada nos dois tipos de fibras com o exercício físico. Segundo Kraemer e Flack (2006) a maioria dos estudos demonstra maior hipertrofia das fibras do tipo II do que das fibras do tipo I.
As fibras do tipo II dividem-se em IIa (intermediárias) e IIx e IIb (puramente glicolíticas). Essas fibras são maiores em tamanho, sua quantidade é geneticamente predeterminada e contribuem de maneira significativa para as respostas hipertróficas na musculatura (Teixeira e Guedes Jr., 2009). 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GUEDES, D. P. Saiba tudo sobre musculação. Rio de Janeiro: Editora Shape. 2006

KRAEMER, S.J.; FLECK, S.J. Fundamentos do Treinamento de Força. 3ª Ed. Editora Artmed, 2006.

TEIXEIRA, C.V.L.S.; GUEDES JR. D.P. Musculação: desenvolvimento corporal global. São Paulo Phorte Editora, 2009.

________. Musculação: perguntas e respostas: as 50 duvidas mais freqüentes nas academias. São Paulo: Phorte Editora, 2010.



Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br


terça-feira, 22 de março de 2011

TERMORREGULAÇÃO



Os Seres humanos precisam manter a temperatura corporal dentro de um determinado padrão para sobreviver. Por isso somos considerados homeotérmicos.
O aumento da temperatura corporal interna pode provocar hipertérmico ou até mesmo choque hipertérmico, mesmo quando essa variação não for relevante pode causar um eventual prejuízo na eficiência produtiva e no comportamento.
Por conta disso, o organismo utiliza mecanismos fisiológicos e comportamentais para produzir ou reter calor bem como de dissipá-lo, esse mecanismo é chamado de homeostase térmica.

“Nenhum nível isolado de temperatura pode ser considerado normal visto que as medidas efetuadas em muitas pessoas normais demonstram uma “faixa” de temperatura normais de cerca de 36,7°C a mais de 37°C quando medida na boca. Quando determinada no reto os valores são cerca de 0,6°C maiores do que a temperatura oral. Geralmente, a temperatura média normal medida na boca é considerada como sendo 37°C. Entretanto, quando ocorre produção de calor excessivo durante exercícios intensos, a temperatura pode aumentar 38,3 a 40°C durante curtos períodos de tempo.”(GUYTON e HALL, 1998, p. 514)

Quando ocorre um aumento da temperatura corporal pelo exercício ocorre uma regulação por meio de ajustes da quantidade de calor. O sangue tem uma função muito eficaz de armazenar calor. O fluxo sanguíneo cutâneo aumenta para aumentar a perda para o meio ambiente, sempre que o corpo tende a perder calor. Já quando a tentativa da regulação é impedir a perda de calor, o sangue segue para o interior do corpo para evitar a perda adicional de calor.

EQUILIBRIO DO CALOR DURANTE O EXERCICIO

As Atividades físicas são excelentes estratégias para deixar o sedentarismo de lado, mas é preciso ter atenção com a temperatura corporal, ainda mais quando os locais escolhidos forem lugares quentes e úmidos.
Segundo Powers e Howley (2000, p. 216), “o objetivo da regulação da temperatura é a manutenção de uma temperatura interna constante e, com isso, a prevenção do superaquecimento ou do super-resfriamento.”
Oliveira (2009 apud BASSET et al, 1987) relata que, durante exercícios realizados em ambientes quentes, a vasodilatação periférica e a sudorese são os principais mecanismos de dissipação de calor. Alguns autores propõem que a evaporação do suor seja responsável por 80% da perda de calor do corpo para o ambiente, de forma que para um homem de 70 kg, a cada 100 ml de suor evaporado, atenua-se uma elevação de 1°C na temperatura corporal.

Mensuração da temperatura durante o exercício

Vários mecanismos fisiológicos agem para que o calor produzido nos músculos através do exercício seja eliminado para o meio externo através da pele com a ajuda de processos termorregulatórios e hemodinâmicos que fazem uma vasodilatação superficial.
Uma forma de mensuração superficial é a termográfia por infravermelho que representa um método não invasivo, seguro e fidedigno. Permite as variações térmicas de varias regiões do corpo.
Em relação à maneira de realização da mensuração da temperatura interna, Powers e Howley (2000) afirmam:

A mensuração da temperatura interna do corpo pode ser realizada com termômetros de mercúrio ou de dispositivos conhecido como termopares ou termistores. Os locais comuns de mensuração incluem o reto, o ouvido (temperatura timpânica) e o esôfago (p. 217).

PRODUÇÃO DE CALOR

Segundo Powers e Howley (2000, p. 217), “a produção de calor pode ser classificada como (1) Voluntária (exercício) ou (2) Involuntária (tremores ou produção bioquímica de calor causada pela secreção de hormônios como a tiroxina e as catecolaminas”.
No exercício o corpo passa por um superaquecimento, liberando assim uma grande produção de secreção de suor, na superfície da pele através das glândulas sudoríparas, para produzir o resfriamento do corpo.
A produção involuntária de calor pelos tremores geralmente ocorre quando o individuo fica exposto em ambientes frios.
Quando a temperatura corporal cai abaixo de 29,4°C ocorre perda total da capacidade, por sua vez, fica acentuadamente prejudicada quando a temperatura corporal cai a menos de 34,4°C (GUYTON e HALL, 1998, p. 520)

PERDA DE CALOR

“A perda de calor do corpo pode ocorrer por quatro processos: (1) radiação, (2) condução, (3) convecção e/ou (4) evaporação.” (POWERS e HOWLEY, 2000, p 218).
Radiação é a perda de calor sob a forma de raios infravermelhos. Este processo pode resultar tanto no ganho quanto em perda de calor, dependendo das condições ambientais. (POWERS e HOWLEY, 2000)
Condução é a transferência de calor do corpo para as moléculas de objetos mais frios em contato com sua superfície. [...] Convecção é a forma de perda condutiva de calor na qual o calor é transmitido para as moléculas do ar ou da água no resfriamento é cerca de 25 vezes superior a do ar na mesma temperatura. (POWERS e HOWLEY, 2000)
Evaporação é responsável por aproximadamente 25% da perda de calor em repouso, mas, na maioria das condições ambientais, é o meio mais importante de perda de calor durante o exercício. [...] A evaporação do suor da pele depende de três fatores: (1) da temperatura e da umidade relativa: (2) dos correntes convectivos em torno do corpo e (3) da quantidade de superfície cutânea exposta ao meio ambiente (2,25). (POWERS e HOWLEY, 2000)

TERMOSTATO DO CORPO HIPOTALAMO

Enfatizando, o centro termorregulador do corpo está localizado no hipotálamo. O hipotálamo anterior é responsável, sobretudo, por controlar o aumento do calor corporal, enquanto o hipotálamo posterior é responsável pela reação a uma diminuição da temperatura corporal. Em geral, o hipotálamo funciona de modo similar a um termostato domestico, isto é, ele tenta manter uma temperatura central constante em torno do “ponto de ajuste”. (POWERS e HOWLEY, 2000).
Tanto o calor quanto o frio são detectados pelos receptores térmicos que se localizam na pele. Esses receptores enviam impulsos nervosos ao hipotálamo, logo é enviada uma resposta para manter a temperatura do ponto de ajuste do corpo. Através da retroalimentação negativa o estimulo que promove a sudorese ou a vasodilatação é removido.

FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR NA TERMORREGULAÇÃO

Embora existam controvérsias sobre este assunto, a maioria das mulheres parece ser menos tolerante ao calor do que o homem (POWERS e HOWLEY, 2000 apud Hirsch et. al., 1985). Tal comparação pode ser explicada devido às mulheres possuírem maior quantidade de gordura corporal, que reduz a perda de calor.
Outro fator que pode influenciar na termorregulação é a idade. Em especifico, no idoso ocorre baixa funcionalidade endócrina, como na hormona do crescimento que ocasiona atrofia cutânea e grande perda de glândulas sudoríparas e da sua capacidade de produzir suor.
Paralelamente reduz-se a capacidade vasodilatadora dos vasos sanguíneos e em particular os cutâneos (SOARES, 2006)
A redução da capacidade vasodilatadora e da produção de suor atinge progressivamente os membros inferiores, a região anterior do tronco, a sua parte posterior e em menos graus os membros superiores e a cabeça. (SOARES, 2006 apud KUWABARA et. al., 2004)

A termorregulação tem o papel de manter a temperatura interna constante, não permitindo o super-aquecimento do corpo quando o mesmo encontra-se em ambientes quentes ou na pratica exaustiva da atividade física, o mesmo acontece com super-resfriamento, não permitindo a queda brusca na temperatura interna corporal em ambiente com baixa temperatura.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Almeida, R. A. C. S.; VEIGA, M. M. Aspectos relevantes na termorregulação corporal no uso de equipamentos de proteção individual, Rio de Janeiro, 2008.

Ayse, M. et. alii. Termorregulação e pressão arterial de jogadores profissionais de futebol e condições térmicas do ambiente em jogos do campeonato cearense. II CONNEPI, João Pessoa, 2007.

BIECHER, S.; ROSSETO JUNIOR, A. J.; MATTOS, M. G. Metodologia da Pesquisa em Educação Física: Construindo sua monografia, artigos e projetos. São Paulo: Phorte, 2008.

Carvalho, T.; Mara, L. S. Hidratação e Nutrição no Esporte. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. São Paulo, v.16, n. 2, p. 144-148, Mar/Abr, 2010

Fortunato, J. S. Hipotalamo e Homeotermia. Disponível em <www.uff.br/WebQuest/downloads/HipotalamoHomeotermia.doc>. Acesso em 16 Set 2010.

Guyton, A. C.; Hall, J. E. Fisiologia Humana e Mecanismo das doenças. Rio de Janeiro: Guanabara, 1998.

HOWLEY, E. T.; POWERS, S. K. Fisiologia do Exercício: Teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. São Paulo: Manole, 2000

Oliveira, K. P. M. Efeito do protetor solar sobre a fadiga durante corrida com exposição ao sol. 2009, 124 f. Dissertação (especialização em Ciências do Esporte da Escola de Educação Física) Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais, 2009.

Regulação da temperatura. Disponível em <vsites.unb.br/fef/downloads/keila/termorregulacao.ppt>. Acesso em 16 Set 2010.

Termorregulação. Disponível em <www.ufpa.br/lobio/AulasAnimaliaIIeIIIpdf/.../Termorregulacao.pdf>. Acesso em 16 Set 2010.


Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br

sábado, 19 de março de 2011

DISTROFIA MUSCULAR DE DUCHENNE - ALTERAÇÕES CELULARES E GENÉTICAS




Distrofia muscular é uma doença de origem genética, cuja característica principal é o enfraquecimento e posteriormente a atrofia progressiva dos músculos, prejudicando os movimentos e levando o portador a uma cadeira de rodas. Ela é uma doença motora e se diferencia das demais porque qualquer esforço muscular que cause o mínimo de fadiga contribui para a deterioração do tecido muscular. Isto porque o defeito genético ocorre pela ausência ou formação inadequada de proteínas essenciais para o funcionamento da fisiologia da célula muscular.
Há mais de trinta tipos de distrofia. A Distrofia Muscular de Duchenne é a mais comum das distrofias.

A distrofia muscular de Duchenne (DMD) é a forma mais comum e mais grave de distrofia muscular, com uma incidência de aproximadamente 1 para cada 3.500 nascidos vivos do sexo masculino (ROBBINS e COTRAN, 2010).

O homem com esta doença não tem como se reproduzir e esta é a razão principal de as mulheres não apresentarem a Distrofia Muscular de Duchenne. A transmissão se faz por traço recessivo ligado ao sexo e a taxa de mutação é alta. Geralmente, o quadro só é notado quando a criança começa a andar. As primeiras características são: o aumento do volume das panturrilhas, decorrente do grande esforço que os gastrocnêmios são submetidos para compensar o déficit dos músculos antero laterais das pernas, para auxiliar o equilíbrio na marcha que estes pacientes apresentam.
Esta doença se caracteriza pela diminuição progressiva da força muscular e pelas atrofias musculares (SHEPHERD, ROBERTA B. 2002).

Ela se manifesta como uma fraqueza muscular de progressão relativamente rápida que começa antes dos cinco anos de idade. Esses pacientes usualmente são confinados a uma cadeira de rodas em torno dos 14 anos e comumente morrem em torno dos 30 anos, por causa da fraqueza dos músculos respiratórios (HELEN COHEN).

A perda progressiva da força muscular é relativamente simétrica; inicia-se nas raízes dos membros das cinturas escapular e pelviana, assim como no tronco (SHEPHERD, ROBERTA B, 2002).
Estima-se que a cada ano nasçam 113 pessoas portadoras de distrofia muscular do tipo Duchenne e Becker somente na cidade de São Paulo. A informação é da empresa de consultoria Ibmec Jr. Consulting (validada pelo Ibmec).

Alterações celulares e genéticas

O gene DMD é um dos maiores genes humanos, abrangendo 2,3 milhões de pares de bases e 79 éxons. Ele codifica a proteína 427-KD denominada distrofina (ROBBINS E COTRAN, 2010).
A distrofina é uma proteína citoplasmática e concentra-se na membrana plasmática sobre a banda- Z, formando uma forte ligação para a actina citoplasmática. Elas se ligam a proteínas da membrana denominada a distrofina.
Este complexo de proteínas se liga as laminas de matriz extra- celular exercendo um papel de absorção do choque e mantendo a integridade da membrana durante a contração muscular.
Através de exames clínicos foi possível identificar os fenômenos genéticos que os afetam. Hoje se sabe que é uma deleção ou uma falha na região média do braço curto do cromossomo X, no gene 2,300Kb, 79 éxons, nos portadores de DMD não é encontrado, devido falha de síntese do RNA mensageiro.
Devido às anormalidades estruturais e funcionais da membrana celular muscular, ocorre uma elevação das enzimas musculares séricas, tais como a CK (creatinoquinase) piruvato-quinase (PK), aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT), desidrogenase-lática (LDH), enolase, anidrase
carbônica, dentre outras.
No músculo, encontramos fibras do tipo I (vermelhas), abundantes em enzimas oxidativas e fibras do tipo II (pálidas), ricas em fosforilase. Nos casos de Distrofia Muscular de Duchenne, observam-se anormalidades no tamanho das fibras musculares. As do tipo II são acometidas por hipertrofia, e as do tipo I, principalmente por atrofia.
O aumento da massa muscular é causado a principio por aumento no tamanho das fibras musculares e, posteriormente, como ocorre na atrofia muscular, pelo aumento da deposição de gordura e de tecido conjuntivo no local (ROBBINS E COTRAN, 2010).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISTROFIA MUSCULAR As Distrofias Musculares. Disponível em: <http://www.abdim.org.br/dg_distrofias.php> Acesso em: 19 de Nov 2010.

COHEN, H. S. Neurociência para fisioterapeutas. São Paulo: Manole, 2º edição, 2001.

FABRIS, S. É. Distrofia Muscular de Duchenne:  Aspectos clínicos relevantes à fisioterapia. Disponível em: <http://www.wgate.com.br> Acesso em: 19 de Nov 2010

ROBBINS, S.; KUMAR, V.; ABBAS, A. K. Robbins e Cotran Patologia - Bases Patológicas das Doenças. Rio de Janeiro: Elsevier, 8ª edição, 2010.

SHEPHERD, R. B. Fisioterapia em Pediatria. 3. ed. São Paulo, SP: Santos Livraria Editora, 2002.




Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
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Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
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domingo, 13 de março de 2011

SEDENTARISMO




O Sedentarismo é umas das principais causas de doenças mais comentadas hoje em dia. Segundo TIRADO e CALDEIRA (2001 apud NETO, 2010) Na verdade trata-se de um comportamento induzido por hábitos decorrentes dos confortos da vida moderna. Com a evolução da tecnologia e a tendência cada vez maior de substituição das atividades ocupacionais que demandam gasto energeticos por facilidades automatizadas, o ser humano adota cada vez mais a lei do menos esforço reduzindo assim o consumo energético do seu corpo.

A vida sedentária causa uma regressão funcional no aparelho locomotor e nos demais órgãos e sistemas que seriam solicitados durante a pratica de uma atividade fisica. As doenças causadas pelos hábitos sedentários são as cronicas não transmissiveis, sendo mais comumentes as coronrianas, a obesidade, a hipertesão, a diabetes e a depressão (TIRADO e CADEIRA, 2011 apud SABA, 2003)


Analises Epidemiológicas demonstraram que muitos indivíduos morrem simplesmente por serem sedentários, isto fez com que a atividade física fosse vista em diversos países como uma questão de saúde publica. (CALEGARI et alii, 2006 apud NETO, 2005)

Existem pequenas medidas que podem ser tomadas para deixar de lado a vida sedentária:

  • Andar
  • Correr
  • Pedalar
  • Nadar
  • Fazer ginástica
  • Jogar bola

Segundo trabalhos científicos recentes, praticar atividades físicas por um período mínimo de 30 minutos diariamente, contínuos ou acumulados, é a dose suficiente para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida (NETO, 2010)


Pequenas modificações nos hábitos de vida diários podem tornar um individuo sedentário em uma pessoa ativa e com uma melhor qualidade de vida, lembrando que antes de se aventurar em qualquer atividade física deve-se ir ao médico, para que não ocorra nenhum problema com a sua saúde no decorrer das suas praticas diárias de atividade.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


CALEGARI, D. R. et alii. Efeitos do Exercicio Fisico em individuos portadores de diabetes e hipertensão arterial sistêmica. Revista Digital - Buenos Aires –n.93 – Fev/2008. Disponível em <http://www.efdeportes.com/ > Acesso em: 13 de mar 2011


NETO, T. L. B. SEDENTARISMO. Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/13460551/Sedentarismo> Acesso em: 13 de mar 2011


TIRADO, N. G; CALDEIRA, D. F. O. COMBATE AO SEDENTARISMO: A INTERVENÇÃO ATRAVÉS DE ATIVIDADES E EXERCÍCIOS FÍSICOS PARA PROMOÇÃO DE UMA VIDA SAUDÁVEL E ATIVA. jan./2011. Disponível em: <http://www.webartigos.com>. Acesso em: 13 de mar 2011





Profª Cristiane dos Santos
Graduanda do último ano de Bacharelado em Educação Física pela Universidade Santa Cecília (UNISANTA)
Email: cristiane.santos08@gmail.com

VIGOREXIA




Na prática do exercício físico continuo alguns participantes apresentam um novo distúrbio: a vigorexia. Esta surge quando não se utiliza o exercício físico como um meio para levar uma vida mais saudável. A obtenção do corpo musculoso se converte entre meios e fins. (Silva et al, 2010 apud Kauffmann, 2009).
Também conhecida como Dismorfia Muscular e Anorexia Nervosa Reserva, a Vigorexia foi recentemente descrita como uma variação da desordem dismórfica corporal e enquadra-se entre os transtornos dismórficos corporais (TDC) (Camargo et al, 2008 apu Chung, 2001).
Os indivíduos acometidos pela Vigorexia freqüentemente se descrevem como fracos e pequenos, quando na verdade apresentam musculatura desenvolvida em níveis acima da média da população masculina, caracterizando uma distorção da imagem corporal. Segundo Sismon et al, 2008 apud assunção (2002), além de estar associada a prejuízos sociais, ocupacionais, recreativos e em outras áreas do funcionamento do individuo, a dismorfia muscular é também um fator de risco para o abuso de esteróides anabolizantes.
Além do uso de esteróides estarem associado a problemas tanto físicos quanto psiquiátricos, outras conseqüências podem ser vistas neste transtorno. A utilização excessiva de pesos durante os exercícios sobrecarrega os ossos, tendões, músculos e articulações, principalmente dos membros inferiores.
A prevalência da vigorexia afeta com maior freqüência homens entre 18 e 35 anos, mas pode também ser observada em mulheres, sendo expressa por fatores socioeconômicos, emocionais, fisiológicos, cognitivos e comportamentais. O nível socioeconômico destes pacientes é variado, mas geralmente é mais freqüente na classe média baixa (Camargo et al, 2008 apud Alonso, 2006; Grieve, 2007).
Um dos principais fatores de alterações da percepção da imagem corporal é a imposição, pela mídia e pela sociedade, de um padrão corporal considerado o ideal ao qual associam o sucesso e a felicidade (Costa et al, 2007 apud Conti et al, 2005). O que pode levar o aluno a priorizar apenas a estética e a qualidade de vida é deixada de lado, o que é extremamente negativo.
Segundo Sismon et al (2008 apud assunção, 2002), não há descrição do tratamento para vigorexia, em sua maior parte, práticas são “emprestadas” do tratamento de quadro correlatos e não devem ser entendidas como definitivas. Da mesma forma que indivíduos com transtornos alimentares, os indivíduos com vigorexia dificilmente procuram tratamento, pois através dos métodos propostos geralmente acarretarão perda da massa muscular.
Sendo assim, é importante que os profissionais da área de educação física fiquem atentos a alguns sintomas que podem apontar a vigorexia como: o uso de suplementos alimentares e anabolizantes e colocar o treino físico em primeiro plano. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Camargo, T. P. P et alii. Vigorexia: revisão dos aspectos atuais deste distúrbio de imagem corporal. Revista brasileira de psicologia do esporte v.2 n.1 São Paulo jun. 2008


Silva, L. V.  et alii A VIGOREXIA COMO REFLEXO DA CONTEMPORANEIDADE: UMA ANÁLISE DOS ALUNOS DAS ACADEMIAS DE RIO GRANDE-RS. Rio Grande do Sul, 2011.

Sismon, J. M; Figueiredo, S. H; Rocha, C. M; Garcia, A. B. Compulsão e exercício físico: um problema para o Educador Físico. Revista Digital - Buenos Aires –n.119 – Abr/2008. Disponível em <http://www.efdeportes.com/ >

Camargo, T. P. P et alii. Distúrbios da imagem corporal e transtornos
alimentares em atletas e praticantes de atividade física.
 Revista Digital - Buenos Aires - n.114 – Nov/2007. Disponível em <http://www.efdeportes.com/>




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sexta-feira, 11 de março de 2011

TREINAMENTO DE FORÇA NA INFÂNCIA



A prática de atividade física é importante para o ser humano em vários aspectos. No entanto, é possível observar que as crianças das gerações atuais praticam cada vez menos atividades físicas, ficando limitadas a vídeo-game e computadores, aderindo assim, ao estilo de vida sedentário. Hábitos que levam facilmente as crianças a obesidade e causam desvios posturais caracterizados pela falta de força muscular e posturas inadequadas por longos períodos de tempo.
Apesar de a literatura apontar diversos benefícios do treinamento de força a partir da infância, ainda existe questionamentos e dúvidas a respeito desse tema. Dentre as dúvidas, uma das mais levantadas é se o treinamento de força prejudica o crescimento longitudinal das crianças?
Segundo Souza (et alii. 2009 apud Guedes Jr, 1998) O grande receio de indicar a musculação para crianças, segundo The Physician and Sportsmedicine (1998), é a idéia de que a mesma atrapalha no crescimento. Porém este problema está ligado somente à lesão cartilaginosa, e os três fatores principais que predispõe ao aparecimento de lesões são: impacto, contato físico e deslocamentos rápidos. A musculação não tem nenhum desses três aspectos. Além disso, vários trabalhos demonstram que pressões intermitentes, causadas por exercícios de intensidade moderado-alta, tendem a estimular o crescimento estatural em adolescentes.
Evidências científicas atuais sugerem que o treinamento de força é tanto eficaz quanto seguro para crianças e adolescentes (Guedes Jr e Teixeira, 2010 apud Bar-Or et alii, 2005). Porém, é necessário ter bastante conhecimento em relação às alterações que o corpo da criança possa sofrer durante o crescimento e o desenvolvimento, e de que maneira estas alterações vão influenciar na sua capacidade e na resposta do exercício.
Segundo Souza (et alii, 2009 apud Lee E. Brown, 2008) Quando desenvolvidos corretamente e bem supervisionados, os programas de treinamento de força para crianças podem ter um valor notável em saúde e condicionamento, tais como:

  • Aumento em força e potência muscular.
  • Aumentos na resistência muscular local.
  • Aumentos na densidade mineral óssea.
  • Melhoras no perfil lipídico sanguíneo.
  • Melhoras na composição do corpo.
  • Melhoras no desempenho da habilidade motora (saltar, arremessar e correr rápido).
  • Melhoras na capacidade esportiva.
  • Aumento na resistência a lesões relacionadas ao esporte.
  • Aumento de auto-estima e autoconfiança.
  • Uma atitude mais positiva em relação à atividade física durante toda a vida.

É importante escolher os exercícios de acordo com a faixa etária da criança, de acordo com o nível de maturação, coordenação, conhecimento e condicionamento. Os exercícios de alongamento e aquecimento devem ser feitos antes de começar o treinamento de força.
Se as crianças não se motivam em seguir o condicionamento físico, podem se afastar da atividade posteriormente. Um motivo para se criar propostas que motivem mais a criança (Souza et alii, 2009 apud FLECK e KRAEMER, 2001).
Não podemos esquecer que por se tratar de crianças a prática de exercícios em uma sala de musculação pode tornar essa atividade um tanto rotineira, porém, exercícios ao ar livre com brincadeiras que utilizam apenas o peso do corpo podem desenvolver não só a força, mas também outras habilidades motoras e têm o importante componente lúdico.  

REFERÊNCIAS BIBLÍOGRÁFICAS

TEIXEIRA, C. V. L; GUEDES JUNIOR, D. P. Musculação perguntas e respostas: as 50 dúvidas mais freqüentes nas academias. Phorte editora, 2010.

SOUZA, C. A. B; NOGUEIRA, A. C; SANTOS, D. B; JUNIOR, S. Treinamento de força para pré-adolescentes. 2009. Monografia (Graduação em Educação Física) Faculdade de Educação Física de Santos, FEFIS – UNIMES, Santos, 2009.



Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
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segunda-feira, 7 de março de 2011

TREINAMENTO CONCORRENTE




Refere-se à associação dos exercícios aeróbios e o treinamento de força. (Guedes Jr.,2006). O treinamento concorrente leva esse nome a partir da idéia de que os benefícios, proporcionados por cada uma das atividades (aeróbia e força), concorrem entre si, ou seja, uma atividade poderia interferir negativamente no desenvolvimento da outra (Teixeira e Guedes Jr.,2010).
Estudos que examinaram o treinamento concorrente apresentaram as seguintes conclusões:
·    A alta intensidade de treinamento de resistência aeróbia pode comprometer a força, especialmente em altas velocidades de ações musculares.
·    A capacidade de potência pode ser afetada tanto pelo desempenho do treinamento de força como pelo de resistência aeróbia.  
·    A alta intensidade do treinamento de resistência aeróbia pode afetar negativamente a curto prazo o desempenho anaeróbio.
·    O aumento do consumo de oxigênio de pico não é comprometido por um programa de treinamento de força de alta intensidade.
·    O treinamento de força não afeta negativamente as capacidades de resistência aeróbia.
·    Os programas de treinamento de força e potência podem beneficiar os desempenhos de resistência aeróbia pela prevenção de lesões, pelo aumento do limiar de lactato e Pela redução do tempo de contato com o solo durante a corrida.
                                                           (FLECK E KRAEMER.,2006)

A importância de identificar o objetivo principal e complementar do aluno é fundamental para então desenvolver dentro do programa de treinamento a metodologia mais adequada.

Segundo Guedes Jr (2006) a modalidade principal deve ser priorizada, enquanto a atividade suporte deve ser realizada com volume moderado, para não comprometer o período de recuperação. De um modo geral, a combinação de diferentes atividades físicas pode trazer maiores benefícios à saúde como um todo.
No esporte competitivo também se observa combinações de treinamentos para evitar alguns riscos à saúde dos atletas que são submetidos a longas jornadas de treino com intervalos inadequados.

Podemos observar que um atleta fisiculturista em determinado fase de treinamento emprega atividades aeróbias, visando à saúde cardiovascular. Já os corredores ou outros atletas de endurance, incluem a musculação que além de contribuir com a melhora da endurance esportiva, auxilia na manutenção da massa magra, que é comprometida em virtude do grande catabolismo proporcionado pelas atividades de longa duração, por fim, na prevenção de lesões.

Portanto, quando se tem por objetivo específico o desenvolvimento de força (força máxima, potência, hipertrofia), o treinamento de força deveria ser priorizado (especificidade do treinamento). Caso haja necessidade da combinação das atividades de força e aeróbia, pode-se optar pela prática da atividade aeróbia em períodos ou dias separados ou, se na mesma sessão, após o treino de força (Teixeira e Guedes Jr.,2010 apud Weinewck 2000; Paulo et AL.,2005; Guedes Jr.,2007a).



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


TEIXEIRA, C. V. L; GUEDES JUNIOR, D. P. Musculação perguntas e respostas: as 50 duvidas mais freqüentes nas academias. Phorte editora, 2010.

FLECK, S. J; KRAEMER, W. J. Fundamento do treinamento de força muscular. 3 ed, Artmed, 2006.

GUEDES, D. P. Saiba tudo sobre musculação. Rio de Janeiro: Editora Shape. 2006



Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br

domingo, 6 de março de 2011

AIDS x EXERCÍCIO FÍSICO E QUALIDADE DE VIDA




A síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA; AIDS) é a manifestação clínica avançada de­corrente de um quadro de imunodeficiência causado pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH, HIV), que é transmitido pelas vias sexual, parenteral ou vertical. O HIV dife­rencia-se em tipos 1 e 2, sendo que o HIV-1 é o mais patogênico e o mais prevalente no mundo e o HIV-2 é endêmico na África Ocidental, disseminando-se pela Ásia. (Lazzarotto, 2010 apud Parham, 2000).

A principal característica dessa infecção é a imunopressão progressiva, que aumenta a chance do indivíduo desenvolver doenças oportunistas que quando não tratadas, podem levar o infectado ao óbito.

No Brasil, existem aproximadamente 362 mil casos e, atualmente, a SIDA encontra-se em processo de estabilização, embora em patamares elevados. Os dados de 2003 registraram nos homens a incidência de 23 casos/100 mil e, nas mulheres, 14 casos/100 mil. (Deresz et al, 2007).

Segundo Navarro et al (2007, apud Boletim Epidemiológico) – AIDS e DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) de janeiro a junho de 2005, do Programa de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, foram registrados desde 1980 a 2004, 171.923 óbitos por AIDS no Brasil, chegando a uma taxa de mortalidade em 2004 de 6,1 por 100.000 habitantes.

Mesmo com o surgimento de medidas efetivas de controle da doença, a AIDS continua se expandindo a cada dia. Entre estas medidas podemos destacar a facilidade de acesso ao diagnóstico, informação e o controle da qualidade do sangue hoje disponível para o tratamento da população.

Observa-se que além das próprias complicações ocasionadas pelo HIV, existem outras decorrentes do próprio tratamento. Pacientes com adesão ao tratamento com terapias antiretrovirais apresentam alterações metabólicas importantes como dislipidemias, tolerância alterada à glicose, resistência à insulina, acidose láctica, osteopenia, osteoporose, necrose avascular (Barros et al, 2007 apud Tershakovec, 2004).

Com o surgimento do HAART (terapia antiretroviral de alta potência) houve uma redução drástica dos casos de morte por AIDS. Ao mesmo tempo observaram-se, efeitos colaterais desta terapia, dentre eles a lipodistrofia.
Segundo o Manual clínico de alimentação e nutrição na assistência a adultos infectados pelo HIV da Secretaria de Vigilância em Saúde (2006), a síndrome da lipodistrofia é caracterizada por alterações na distribuição da gordura corporal, onde se observa lipoatrofia na face e membros (inferiores e superiores), acompanhada de acúmulo de gordura central (abdome, mamas e giba). 
Como a síndrome da lipodistrofia é um evento recente, ainda não há manejo clínico padronizado. Entretanto, várias recomendações gerais para a manutenção da saúde, parecem ter efeito bastante positivo, são elas: alimentação saudável, adesão ao tratamento como um todo, prática de exercícios físicos regulares, além de cuidados com a saúde emocional, em especial, os estados de desânimo e depressão (Ministério da Saúde, 2006).

Diante desse quadro, o exercício físico tem se reportado como um importante agente aprimorados da capacidade cardiorrespiratória, da força, do controle metabólico da insulina, do colesterol e do estado psicológico. (Palermo e Feijó, 2003 apud ACSM, 2003; Lea e Febiger, 1991).

Foram verificados resultados interessantes em alguns estudos (Dresz et al, 2007 apud Terry et al, 2006) em relação ao condicionamento aeróbio, evidenciando que o descondicionamento aeróbio relatado em indivíduos HIV positivos pode ser revertido com o treinamento aeróbio. Tratando-se do treinamento de força encontrados aumentos significativos na força, circunferências, massa livre de gordura e estado funcional quando comparados com o grupo controle. Considerando as alterações apresentadas no perfil lipídico, os resultados ainda são controversos, porém, foram encontrados resultados significativos quando avaliada a gordura corporal total, com reduções mais importantes na região do tronco.

Há indícios de que o exercício regular pode aumentar a funcionalidade do sistema imunológico, embora o exercício físico realizado de forma excessiva possa diminuir a imunidade (Eidam et al, 2005 apud Goleman e Gorin, 1997). Portanto, o exercício físico deve ser elaborado de forma criteriosa, respeitando os princípios da individualidade e as limitações que o portador do vírus se encontra.

A importância da atividade física não se faz apenas pelos benefícios funcionais e estéticos, devemos destacar que o aspecto psicológico é beneficiado com a diminuição do nível de estresse, ansiedade e depressão. Fatores que são fundamentais para a adesão de tratamento das pessoas infectadas pelo vírus da AIDS que sofrem com sérios distúrbios emocionais. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual clínico de alimentação e nutrição na assistência a adultos infectados pelo HIV - Secretaria de Vigilância em Saúde, Programa Nacional de DST/Aids. – Brasília: Ministério da
Saúde, 2006.

PALARMO, P. C. G.; FEIJÓ, O. G. Exercício físico e infecção pelo HIV: atualização e recomendações. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício • Vol. 2 • nº. 3 • Set / Dez 2003

EIDAM, C.L.; LOPES, A.S.; OLIVEIRA, O.V. Prescrição de Exercícios Físicos para Portadores do Vírus HIV. Revista. Brasileira de Ciência e Movimento. Vol. 13 n.3. p 81-88. 2005

DERESZ, L. F. et alii.  O estresse oxidativo e o exercício físico em indivíduos HIV positivo. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 13, Nº. 4. Jul/Ago, 2007

BITTENCOURT, G. et alii. O efeito do exercício físico agudo e crônico na resposta imunológica de indivíduos portadores do HIV. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício. São Paulo. v.1, n.4, p01-16. Julho/Agosto 2007.

ARAÚJO, A. B. et alii. Influencia da alimentação na lipodistrofia em portadores de HIV/AIDS praticantes de atividade física regular. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v 1, n 2, p. 13-18, Mar/Abr, 2007.

LAZZAROTTO, A. R; DERESZ, L. F; SPRINZ, E. HIV/AIDS e Treinamento Concorrente: a Revisão Sistemática. Revista Brasileira de Medicina do Esporte – v.16, n.2 – Mar/Abr, 2010.



Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br