terça-feira, 29 de janeiro de 2013

ARTIGO PUBLICADO: Efeito agudo do exercício resistido sobre os parâmetros da glicemia capilar aguda em indivíduos diabéticos tipo 2

Depois de um TCC nota 10 no fim de 2011, o resultado não poderia ser diferente. ARTIGO PUBLICADO! 

PARABÉNS a Profª Cristiane dos Santos (Equipe Corpo Em Movimento), Profª Sabrina Lopez e Profª Danielle Fernandes.





Em Breve disponibilizaremos o PDF do Artigo aqui no Blog!


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A IMPORTÂNCIA DA RESPIRAÇÃO NA MUSCULAÇÃO



É comum observamos alunos na musculação executando exercícios prendendo a respiração excessivamente. Esse comportamento é chamado de “manobra de valsalva”, que é um bloqueio da glote (a parte mais estreita da laringe através da qual o ar penetra na traqueia) que impede a expiração do ar inalado, que resulta em aumento da pressão intra-abdominal, diminuição do retorno venoso e aumento da pressão arterial. Com essa elevação da pressão arterial aumenta a sobrecarga cardíaca; isso exige que o coração desenvolva maior pressão para ejetar o sangue, tornando o trabalho cardíaco mais difícil (FLECK e KRAEMER, 2006). Segundo Mcardle et al., (2011) essas respostas representam um perigo potencial para os indivíduos com doença cardiovascular.
É importante que o profissional de educação física não se atente apenas a postura correta do aluno na execução do exercício, mas que também encoraje os alunos, principalmente os iniciantes, a criar um padrão contínuo de respiração durante as séries do exercício, evitando, assim, a realização da manobra de valsalva (TEIXEIRA e GUEDES JR., 2010).
É importante ressaltar, no entanto, que a execução dessa manobra é inevitável em exercícios com intensidade igual ou superior a 80% de 1 RM (FORJAZ et al., 2010). Quando observamos alunos mais experientes em treinamento com pesos, é comum identificar os mesmos  realizando a manobra de valsalva que acaba dando mais estabilidade nas cavidades abdominal e torácica, estratégia usada para aprimorar a ação muscular. Entretanto, o ato de prender a respiração excivamente deve ser desencorajado.
Segundo Teixeira e Guedes Jr. (2009) não existe um consenso na literatura sobre a melhor ou a mais correta forma de respiração durante os exercícios, eles recomendam que o aluno simplesmente respire.
Fleck e Kraemer (2006) recomendam, expirar durante o levantamento de uma carga e inspirar durante a volta à posição inicial (respiração passiva), apesar de haver pouca diferença na resposta de frequência cardíaca e pressão arterial durante o treinamento de força se a expiração ocorrer durante a volta à posição inicial e a inspiração ocorrer durante o levantamento da carga (respiração ativa).
No entanto, é sensato que os alunos sejam orientados a respirar de modo que haja o maior conforto possível, com uma proporção de um ciclo respiratório (inspiração e expiração) para cada repetição, independentemente do tipo pelo qual se optou (TEIXEIRA e GUEDES JR., 2010).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FORJAZ, C. L. M. et al. Sistema cardiovascular e exercícios resistidos. IN: Negrão, C. E , Barreto A. C. P (editores). Cardiologia do exercício: Do atleta ao cardiopata. 3ª ed. São Paulo: Manole; 2010.

FLECK, S. J.; KRAEMER, W. J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.

MCARDLE, W. D. et al. Fisiologia do exercício: nutrição, energia e desempenho humano. Guanabara Koogan, 7ª ed. 2011.

TEIXEIRA, C.V.L.S.; GUEDES JR. D.P. Musculação: perguntas e respostas: As 50 dúvidas mais frequentes nas academias. São Paulo. Phorte Editora, 2010. 

TEIXEIRA, C.V.L.S.; GUEDES JR. D.P. Musculação: Desenvolvimento corporal global. São Paulo. Phorte Editora, 2009.


Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)

Pós Graduando em Fisiologia do Exercício aplicado à clinica (UNIFESP)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O PLASMA RICO EM PLAQUETAS NO ESPORTE


Plasma rico em plaquetas é o resultado de uma técnica terapêutica envolvendo a centrifugação de uma amostra autóloga de sangue humano, o que permite a extração de parte do plasma que contém uma elevada concentração de plaquetas (CREANEY e HAMILTON, 2007). Na prática clínica, o PRP pode concentrar até 388% de fatores de crescimento plaquetário acima dos valores encontrados no plasma normal (CAMARGO et al., 2012).
Desenvolvido pela primeira vez em meados da década de 1990 em cirurgia maxilo-facial, a técnica do plasma resultante de concentrado em plaquetas e os fatores de crescimento é agora amplamente utilizados em alguns campos da medicina e é considerado como grande potência (HAMILTON et al., 2010).
O uso do PRP é defendido por diversos autores por acreditarem que ele pode estimular a miogênese, atenuar a inflamação e acelerar a recuperação dos pacientes submetidos à sua utilização, principalmente quando se trata de atletas que precisam de um rápido retorno às suas atividades. Para Sampson, Gerhardt e Mandelbaum (2008) as plaquetas também liberam muitas proteínas bioativas responsáveis pelos macrófagos atraindo, células tronco mesenquimais e osteoblastos o que não apenas promove a remoção de tecido necrótico, mas também melhora a regeneração dos tecidos e a reabilitação.
Esses fatores de crescimento desempenham papéis fundamentais no tendão, músculo, ligamento, cartilagem e cicatrização óssea por angiogênese estimulante, epitelização, diferenciação de células – replicação e proliferação da formação de matriz extracelular (MEI-DAN, MANN e MAFFULLI, 2010). Como o PRP é uma preparação autógena, não há risco de contaminação, inclusive de infecções no local operatório, desde que, durante a manipulação, sejam utilizados materiais esterilizados e técnicas cuidadosas (ANDRADE, DANTAS e SADIGURSKI, 2007).
Segundo Engebretsen e Steffen (2010) o uso do PRP na cicatrização e regeneração tecidual pode abrir uma nova área na medicina regenerativa, mas também que existe a necessidade de trabalhos para a compreensão do mecanismo de ação do PRP no processo de regeneração e reparação de um tecido. No presente há pouco apoio científico para o uso de PRP para a recuperação músculo esqueléticas. Isso proporciona desafios para os pesquisadores que esperam utilizar esta tecnologia para tratar lesões esportiva.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, M. G. S. et al. Efeitos biológicos do plasma rico em plaquetas. Revista de Ciências Médicas e Biológicas, v.6, n.2, p. 204-213, 2007

CREANEY, L. et al. Growth factor delivery methods in the management of sports injuries: the state of play. Br J Sports Med 2008; 42(5):314–320.

ENGEBRETSEN, L; STEFFEN, K. To PRP or not? Br J Sports Med. Dec 2010 Vol 44 No 15.

HAMILTON, B. Platelet enriched plasma for acute muscle injury. Acta Orthop. Belg., 2010, 76, 443-448

SAMPSON, S. et al. Platelet rich plasma injection grafts for musculoskeletal injuries: a review. Curr Rev Musculoskelet Med (2008) 1:165–174.

MEI-DAN, O. et al. Platelet-rich plasma: any substance into it? Br J Sports Med. 2010 Jul;44(9):618-9. Epub 2010 Feb 4.



Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)

Pós Graduando em Fisiologia do Exercício aplicado à clinica (UNIFESP)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br

sábado, 3 de novembro de 2012

PRINCIPAIS LESÕES EM CORREDORES DE RUA




A corrida de rua é uma das modalidades que mais vem crescendo no Brasil e no mundo, principalmente motivada por pessoas que buscam os benefícios para a saúde com a pratica regular de exercício físico, numa atividade de baixo custo e fácil execução. A federação Internacional das Associações de Atletismos (IAAF) define as corridas de rua como provas de pedestrianismo disputadas em circuitos de rua com distâncias oficiais variando de 5km a 100km (MACHADO, 2011). Apesar de todos os efeitos benéficos da pratica de corrida, tem-se observado uma elevada incidência de lesões no aparelho locomotor, sobretudo em membros inferiores (PILEGGI et al., 2010). 
De acordo com BENNELL e CROSSLEY (1996), a realização de exercícios de maneira exaustiva, sem orientação ou de forma inadequada, pode contribuir para o aumento de lesões esportivas e estas estão ligadas a fatores intrínsecos e extrínsecos, lesões intrínsecas são decorrentes de características biológicas, individuais e psicossociais e lesões extrínsecas são decorrentes do meio ambiente e de fatores externos (COHEN e ABDALLA, 2003). 
 PILEGGI et al. (2010), em um estudo com duração de 12 meses realizado com 18 corredores (13 homens e cinco mulheres), 9 corredores (50%) apresentaram 22 lesões osteomioarticulares. Dentre os nove corredores lesionados, quatro deles apresentaram três ou mais lesões. No estudo de HINO et al. (2008), onde os autores analisaram a prevalencia de lesoes esportivas e os fatores associados em 295 corredores de rua, sendo 77,3% homens e observaram que a prevalencia de lesões nos ultimos seis meses foi maior em homens com 29,8% enquanto as mulheres foram de 23,9%, a incidencia maior foi entre 30 e 45 anos. 
 De acordo com PAZIN et al. (2008), o esporte competitivo não é sinônimo de saúde devido a uma série de eventos como: lesões, estresse excessivo, risco de morte súbita, que geralmente são resultantes, dentre outros fatores, de cargas excessivas de treinamento. Mas é necessário estabelecer o que pode ser seguro e o que passa a representar maior risco de lesões decorrentes da prática da corrida de rua, portanto, há uma grande necessidade que essa população receba orientações multidisciplinares adequadas para prevenir possíveis lesões. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

BENNELL K. J; CROSSLEY K. Musculoskeletal injuries in track and field: incidence, distribution and riskfactors. Australian Journal of Science and Medicine in Sport. p. 69-75. 1996. 

COHEN, M; ABDALLA, R. J. Lesões nos Esportes: diagnostico, prevenção, tratamento. 1 ed. Rio de Janeiro: v. 1, p. 60-67. Revinter, 2003, 

MACHADO, A. F. Corrida: Bases científicas do treinamento. 1ª ed. 406 p. Ícone Editora. São Paulo. 2011. 

PAZIN, J et al. Corredores de rua: Características demográficas, treinamento E prevalência de lesões. Revista Brasileira DE Cineantropometria E Desempenho Humano. p. 277-282. 2008. 

PILEGGI, P. et al. Incidência e fatores de risco de lesões osteomioarticulares em corredores: um estudo de coorte prospectivo. Rev. Bras. Educ. Fís. Esporte, São Paulo, v. 24, n. 4, p.453-462, out/dez. 2010.



Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)

Pós Graduando em Fisiologia do Exercício aplicado à clinica (UNIFESP)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br