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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

ATIVIDADE FÍSICA NA HIPERTENSÃO



As doenças cardiovasculares têm sido consideradas umas das maiores causas de morte em populações urbanas no Brasil. De acordo com o VII Consenso Brasileiro para o tratamento de Hipertensão Arterial, cerca de 14milhões de brasileiros são hipertensos (HIGAJO, 2007 apud JAMA, 2003). Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Doença Arterial Coronariana (DAC), Insuficiência Cardíaca (IC), Doença Valvar (DV), são algumas das principais doenças cardiovasculares.
Cada vez mais freqüentes as doenças do aparelho circulatório geralmente não apresentam sintomas nem sinais prévios, tornando grande o risco de morte. O acontecimento de um evento como este quando não leva o paciente a óbito desencadeia diversas conseqüências dolorosas ao mesmo, como dor torácica (angina), arritmias cardíacas e insuficiência do miocárdio.
O uso de remédios diários é a primeira mudança que o paciente cardiopata é submetido, alem de diversas alterações no seu cotidiano, ou seja, tarefas diárias como subir escadas e levantar objetos, tornam-se desgastantes.
Ao longo desta ultima década diversos estudos foram realizados com o intuito de mostrar que a pratica de exercício físico pode auxiliar na prevenção e reabilitação de cardiopatas, Segundo BRUN et alii, a pratica adequada de atividade física para os pacientes hipertensos como uma intervenção para a prevenção e o tratamento da hipertensão arterial apresenta implicações clínicas importantes, uma vez que o exercício físico regular pode reduzir ou mesmo abolir a necessidade do uso de medicamentos anti-hipertensivos, evitando, assim, os efeitos adversos do tratamento farmacológico e reduzindo o custo do tratamento para o paciente e para as instituições de saúde.
A prescrição de exercício deve ser individualizada, devem ser verificadas as condições clinicas e cardiológicas do individuo e ser baseado em teste ergométrico – curva de PA (HIGAJO, 2007).

Recomendações de atividade física para hipertensos

·         Freqüência - maioria dos dias da semana, preferencialmente todos.
·         Intensidade - Moderada 40 a 60% do VO2 max. ou da FCr.
·         Tempo - maior ou igual a 30 minutos de forma contínua ou acumulada.
·         Exercícios Resistidos (complemento)

(HIGAJO, 2007 apud American College of Sports and Medicine, 2004)

Já esta provada que a pratica de atividade física, além de atuar na prevenção de doenças cardiovasculares é recomendada na reabilitação de pacientes, aliando isso a uma alimentação saudável (reduzindo a ingestão de sal e gorduras). Com estes cuidados, você estará contribuindo para uma melhora na sua qualidade de vida.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

GARDENGHI, G. ; DIAS, F. D. . Reabilitação Cardiovascular em Pacientes Cardiopatas. Integração: Ensino, Pesquisa e Extensão, v. XIII, p. 387-392, 2007.

KOPPILER, D. A. Condições especiais e atividade física. Revista Socerj, v. XIII, n. 4, out/nov/dez. 2000.

HIGAJO, N. Cardiopatias e exercício. UNIFESP, 2007.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. Atlas: corações do Brasil. São Paulo: SBC, 2005. v.1, p.40-54.

GORGATTI, M. G; COSTA, R. F., Atividade Física Adaptada. Barueri, SP, Manole, 2005.

SIMÃO, R.  Fisiologia e prescrição de exercício para grupos especiais. São
Paulo: Phorte, 2003.






Profª Cristiane dos Santos
Graduanda do último ano de Bacharelado em Educação Física pela Universidade Santa Cecília (UNISANTA)
Email: cristiane.santos08@gmail.com

4 comentários:

  1. Parabéns pela matéria e pelo blog!

    Muito informativo e de qualidade.

    Já estou seguindo.

    Beijo, Priscila.

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  2. parabéns pela publicação.

    agora é seguir....

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  3. Obrigado pela correção Querida Taynara..

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  4. A matéria ficou ótima!! continue assim ;)

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