domingo, 13 de novembro de 2011

EXERCÍCIO FÍSICO E CELULITE


    A celulite afeta cerca de 80 – 90% das mulheres após a puberdade e se apresenta como uma alteração da pele que adquire um aspecto na forma de “casca de laranja” sendo que os locais mais afetados são as coxas e região glútea.
    Vários fatores podem desencadear ou piorar o quadro da celulite como: alterações hormonais que ocorrem na adolescência, hereditariedade, alimentação inadequada, sedentarismo, estresse, medicamentos e gravidez.
    Atualmente esse parece ser um dos maiores problemas para quem pretende se enquadrar nos padrões de beleza impostos pela sociedade que preconizam um corpo perfeito e para atingir esse objetivo existem vários tipos de tratamentos, porém, a prevenção é a atitude mais importante devido à dificuldade de ser tratada.
    O tratamento vai depender do grau, da idade, do tipo de manifestação que se apresenta com mais intensidade aquela celulite. Em geral na celulite não se utiliza apenas um tratamento, a não ser, em casos muitos iniciais, mas a maioria necessita de associações.
     A pratica de exercícios físicos podem ajudar, porém, não pode evitar o surgimento da celulite devido a alguns fatores que desencadeiam o seu surgimento como a hereditariedade. Os exercícios aeróbios combinados com anaeróbios (musculação) devem ser incluídos nos treinos para que se tenha um aumento na circulação sangüínea e manutenção da massa muscular.
    É importante ressaltar que o sucesso do tratamento vai depender da presença de profissionais habilitados.



Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

JOELHO: LESÕES NAS PRÁTICAS ESPORTIVAS



O joelho, é a maior articulação do corpo humano, une dois ossos que têm os mais longos braços de alavanca: a tíbia e o fêmur (Strobel e Stedtfeld, 2000).
Segundo Kanpandji (1987) é uma articulação mediana do membro inferior, e é a mais complexa em termos biomecânicos do corpo humano.    Por ser uma articulação de congruência reduzida, depende de estruturas ligamentares e musculares para sua estabilidade.
O joelho é formado pelas articulações tibiofemural medial e lateral e articulação patelofemural. Os ossos que participam da articulação do joelho são o Fêmur, a Tíbia, a Fíbula e a Patela. Os movimentos realizados por essa articulação são os de flexão, extensão e rotação. A flexão e extensão ocorrem no plano sagital. A rotação ocorre no plano horizontal no momento em que o joelho está flexionado, pois, quando está estendido, os ligamentos e estruturas moles estão tensos e por isso impedem o movimento.
O joelho é bastante suscetível às lesões traumáticas, primariamente por ser muito submetido a esforço, já que se localiza entre dois braços de alavanca, o fêmur e a tíbia.
Em estudo realizado por Brito et al (2002) foram pesquisadas as articulações mais acometidas por lesões no esporte, 52,50% dos avaliados tiveram lesões no joelho.   
Diversos autores descrevem os membros inferiores como a região mais lesionada durante a prática do futebol, estando o joelho entre as articulações mais afetadas. (Stewien e Camargo, 2005; Rodrigues e Silva, 2007). Sendo que as mais freqüentes foram nos ligamentos, lateral interno e cruzado anterior (Rodrigues e Silva, 2007), e entorses (Stewien e Camargo, 2005).
Por outro lado diversos estudos são desenvolvidos com o objetivo de determinar a importância do alongamento no joelho de atletas, porém os resultados obtidos vão de não relevantes a prejudiciais a performance.
O recomendado é fazer musculação para fortalecer os músculos, aquecimento antes do inicio de qualquer atividade, exercícios de equilíbrio e estabilização (propriocepção), e por fim e de maior importância sempre com o acompanhamento de um educador físico.

referÊncias BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, P. H. F. et al. ALONGAMENTO MUSCULAR: suas implicações
na performance e na prevenção de lesões. Fisioterapia e Movimento, Curitiba, jul./set. 2009

Brito, P. M. et al. Articulações mais acometidas no Esporte – Assistência fisioterapêutica a pacientes portadores de patologias desportivas. I Congresso Brasileiro de Extensão Universitária. João Pessoa, Nov/2002.

GOIS, R. M. Anatomia e Cinesiologia da Articulação do Joelho. Universidade Federal de Juiz de Fora – Departamento de Fisioterapia. 2004

JOELHO: Procedimentos Diagnósticos. Rio de janeiro: Editora Revinter, 2000 Michael Strobel e Hans – Werner Stedtfeld

KAPANDJI, I.A. Fisiologia Articular. Vol.2. 5 ed. São Paulo: Manole, 1987.

Rodrigues, P. F; Silva, M. R. Incidência de lesões no joelho em jogadores de futebol profissional. Revista da Faculdade de Ciências da Saúde. Porto. 2007.

Stewien, E. T. M; Camargo, O. P. A. Ocorrência de entorse e lesões do joelho em jogadores de futebol da cidade de Manaus, Amazonas. ACTA ORTOP BRAS, 2005.


Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br

Profª Cristiane dos Santos
CREF 090370-G/SP
Professora de Educação Física, formada pela Universidade Santa Cecilia.
Email: cristiane.santos08@gmail.com

terça-feira, 27 de setembro de 2011

EMAGRECIMENTO: MUSCULAÇÃO OU EXERCÍCIO AERÓBIO?


Emagrecer é um dos principais objetivos entre as pessoas que procuram iniciar algum tipo de atividade física. Um programa de treinamento bem elaborado e alimentação adequada podem produzir ótimos resultados para quem deseja emagrecer. Mas qual tipo de atividade emagrece mais, musculação ou exercício aeróbio?
Qualquer atividade que contribui para elevação do gasto calórico auxilia na perda de peso. Porém, pesquisas mostram que o gasto calórico de exercício aeróbio é maior quando comparado com exercícios de musculação. Mas as pessoas que praticam atividades aeróbias por longos períodos podem perder massa muscular, devido o uso de aminoácidos para produzir energia. Uma forma de evitar essa perda de massa muscular é associar as duas atividades, que em estudos mostram ser a melhor maneira de emagrecer com saúde e eficiência, além da reeducação alimentar, em outras palavras isso significa balanço calórico negativo, ou seja, a ingestão calórica deve ser menor do que o gasto calórico.
Essas recomendações além de melhorar a estética do individuo, contribuirá para o combate de doenças ocasionadas pela obesidade como: cardiopatias, hipertensão arterial, diabetes e outras. Vale destacar que, nesse caso, é fundamental o acompanhamento do nutricionista e educador físico para obter um resultado seguro e eficaz.

Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP

Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

QUALIDADE DE VIDA: O FATOR STRESS


O stress está cada dia mais presente na vida do homem, pode causar danos importantes para a saúde física e mental, ele é resultado de uma diferença perceptível entre as exigências a que determinado indivíduo é submetido num determinado momento e os recursos que poderá dispor para alcançar essas mesmas exigências, originando um desequilíbrio psicológico. O “stress”, não é uma doença, é apenas a preparação do organismo para lidar com as situações que se apresentam, sendo então uma resposta do mesmo a um determinado estímulo, a qual varia de pessoa para pessoa, a organização mundial de Saúde afirma que o “stress” é uma "epidemia global".
São conhecidos dois tipos de stress:
EUSTRESS: conhecido como estresse positivo, essencial para o desenvolvimento do indivíduo. Caracterizado pelo equilíbrio entre esforço, tempo, realização e resultados.
DISTRESS: corriqueiramente mencionado apenas como estresse, é o estresse negativo, equiparável ao sofrimento, doenças, incapacidade e que pode até resultar em morte. Caracteriza- se pela tensão, rompimento do equilíbrio orgânico por excesso ou falta de esforço, incompatível com o tempo, realização e resultados.
A tabela a seguir mostra alguns agentes estressores.

ASPECTO
AGENTES
Profissional
– absorvendo pressões psicológicas constantes
– competitividade constante e excessiva
– insatisfação com a atividade exercida
– baixa remuneração
– relacionamento problemático com colegas e patrões
– convívio com pessoas insuportáveis
– desemprego e insegurança profissional
Familiar
-preocupações com os filhos
– problemas com os pais doenças, enfermidades e moradia longe;
Econômico
– dívidas / sobrecarga financeira/ encargos
– redução do poder de compra
– aposentadoria/ baixa renda
Ambiental
– poluição ambiental, sonora e visual;
– longa distância entre a residência e o trabalho
– trânsito intenso / violência urbana
– ambiente profissional insalubre e/ou desagradável
– moradia sem conforto / moradia em área de risco
– ausência de espaço físico para diversão e prática de esportes
– calor e frio excessivo
Emocional
– problemas existenciais/velhice
– desgraças na família/traumas emocionais
Físico
– limitações físicas/sedentarismo
– enfermidades ou doenças crônicas
– excesso de trabalho/descanso inadequado
overtraining/lesões osteomusculares
– alimentação de baixa qualidade
– abuso de álcool, drogas e tabagismo;
Intelectual
– excesso de desgaste intelectual
– pouca habilidade de lidar com a realidade
– desocupação mental e intelectual
Baptista e Alves, 2003 apud Baptista & Dantas (2002).

Vários estudos apresentam a pratica de atividade física como um método eficaz na redução e controle do estresse. Segundo Baptista e Alves, 2003 (apudClow & Hucklebridge, 2001), as atividades físicas contribuem tanto na redução do stress como na melhora da imunidade orgânica. Dantas (2001), afirma que o exercício físico possui uma evidente ação antidepressiva, diferente para cada forma de atividade física (moderada ou intensa).
Todos os tipos de atividades físicas, inclusive o anaeróbico são eficazes, e quanto maior a duração do programa e o número de sessões realizadas, melhores serão os resultados. Do ponto de vista comparativo, a atividade física possui melhores resultados que o relaxamento e são iguais ao da psicoterapia. Juntos são muito mais eficazes do que cada um separado (DANTAS, 2003).

BENEFÍCIOS PSICOLÓGICOS DECORRENTES DA ATIVIDADE FÍSICA

MELHORAM
DIMINUEM
– o rendimento intelectual
– a confiança/a segurança
– a personalidade
– a estabilidade emocional
– a memória/a percepção
– a auto-estima/o bem estar
– o humor/a satisfação sexual
– a independência emocional
– o absenteísmo no trabalho
– a agressividade e a raiva
– a depressão
– a ansiedade
– as confusões mentais
– as fobias
– as tensões emocionais
– a independência emocional
Baptista e Alves, 2003 apud Baptista & Dantas (2002).

O stress proporciona varias alterações que reduzem a qualidade de vida e o bem-estar do individuo, medidas preventivas como a pratica de atividade física são econômicas, rápidas e eficazes, contribuindo para a redução e controle do stress.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BAPTISTA, M. R; ALVES, A. S. A atividade física no controle do stress. Augustus – Rio de Janeiro – Vol. 08 – N. 17 – Jul./Dez. – 2003 – Semestral

DANTAS, E. H. M., Psicofisiologia, Rio de Janeiro: Shape, 2001.

DANTAS, E. H. M., A Prática da Preparação Física, 5. ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003.

MEYER, E. L. A Atividade Física como Instrumento de Redução do Estresse em Professores do Ensino Médio. QUALIDADE DE VIDA EM PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO CORPORATIVA. CAMPINAS, SP. IPES EDITORIAL, 2007.



Profª Cristiane dos Santos
CREF 090370-G/SP
Professora de Educação Física, formada pela Universidade Santa Cecilia.
Email: cristiane.santos08@gmail.com