sexta-feira, 11 de março de 2011

TREINAMENTO DE FORÇA NA INFÂNCIA



A prática de atividade física é importante para o ser humano em vários aspectos. No entanto, é possível observar que as crianças das gerações atuais praticam cada vez menos atividades físicas, ficando limitadas a vídeo-game e computadores, aderindo assim, ao estilo de vida sedentário. Hábitos que levam facilmente as crianças a obesidade e causam desvios posturais caracterizados pela falta de força muscular e posturas inadequadas por longos períodos de tempo.
Apesar de a literatura apontar diversos benefícios do treinamento de força a partir da infância, ainda existe questionamentos e dúvidas a respeito desse tema. Dentre as dúvidas, uma das mais levantadas é se o treinamento de força prejudica o crescimento longitudinal das crianças?
Segundo Souza (et alii. 2009 apud Guedes Jr, 1998) O grande receio de indicar a musculação para crianças, segundo The Physician and Sportsmedicine (1998), é a idéia de que a mesma atrapalha no crescimento. Porém este problema está ligado somente à lesão cartilaginosa, e os três fatores principais que predispõe ao aparecimento de lesões são: impacto, contato físico e deslocamentos rápidos. A musculação não tem nenhum desses três aspectos. Além disso, vários trabalhos demonstram que pressões intermitentes, causadas por exercícios de intensidade moderado-alta, tendem a estimular o crescimento estatural em adolescentes.
Evidências científicas atuais sugerem que o treinamento de força é tanto eficaz quanto seguro para crianças e adolescentes (Guedes Jr e Teixeira, 2010 apud Bar-Or et alii, 2005). Porém, é necessário ter bastante conhecimento em relação às alterações que o corpo da criança possa sofrer durante o crescimento e o desenvolvimento, e de que maneira estas alterações vão influenciar na sua capacidade e na resposta do exercício.
Segundo Souza (et alii, 2009 apud Lee E. Brown, 2008) Quando desenvolvidos corretamente e bem supervisionados, os programas de treinamento de força para crianças podem ter um valor notável em saúde e condicionamento, tais como:

  • Aumento em força e potência muscular.
  • Aumentos na resistência muscular local.
  • Aumentos na densidade mineral óssea.
  • Melhoras no perfil lipídico sanguíneo.
  • Melhoras na composição do corpo.
  • Melhoras no desempenho da habilidade motora (saltar, arremessar e correr rápido).
  • Melhoras na capacidade esportiva.
  • Aumento na resistência a lesões relacionadas ao esporte.
  • Aumento de auto-estima e autoconfiança.
  • Uma atitude mais positiva em relação à atividade física durante toda a vida.

É importante escolher os exercícios de acordo com a faixa etária da criança, de acordo com o nível de maturação, coordenação, conhecimento e condicionamento. Os exercícios de alongamento e aquecimento devem ser feitos antes de começar o treinamento de força.
Se as crianças não se motivam em seguir o condicionamento físico, podem se afastar da atividade posteriormente. Um motivo para se criar propostas que motivem mais a criança (Souza et alii, 2009 apud FLECK e KRAEMER, 2001).
Não podemos esquecer que por se tratar de crianças a prática de exercícios em uma sala de musculação pode tornar essa atividade um tanto rotineira, porém, exercícios ao ar livre com brincadeiras que utilizam apenas o peso do corpo podem desenvolver não só a força, mas também outras habilidades motoras e têm o importante componente lúdico.  

REFERÊNCIAS BIBLÍOGRÁFICAS

TEIXEIRA, C. V. L; GUEDES JUNIOR, D. P. Musculação perguntas e respostas: as 50 dúvidas mais freqüentes nas academias. Phorte editora, 2010.

SOUZA, C. A. B; NOGUEIRA, A. C; SANTOS, D. B; JUNIOR, S. Treinamento de força para pré-adolescentes. 2009. Monografia (Graduação em Educação Física) Faculdade de Educação Física de Santos, FEFIS – UNIMES, Santos, 2009.



Profº Carlos André Barros de Souza
CREF 081728-G/SP
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br

segunda-feira, 7 de março de 2011

TREINAMENTO CONCORRENTE




Refere-se à associação dos exercícios aeróbios e o treinamento de força. (Guedes Jr.,2006). O treinamento concorrente leva esse nome a partir da idéia de que os benefícios, proporcionados por cada uma das atividades (aeróbia e força), concorrem entre si, ou seja, uma atividade poderia interferir negativamente no desenvolvimento da outra (Teixeira e Guedes Jr.,2010).
Estudos que examinaram o treinamento concorrente apresentaram as seguintes conclusões:
·    A alta intensidade de treinamento de resistência aeróbia pode comprometer a força, especialmente em altas velocidades de ações musculares.
·    A capacidade de potência pode ser afetada tanto pelo desempenho do treinamento de força como pelo de resistência aeróbia.  
·    A alta intensidade do treinamento de resistência aeróbia pode afetar negativamente a curto prazo o desempenho anaeróbio.
·    O aumento do consumo de oxigênio de pico não é comprometido por um programa de treinamento de força de alta intensidade.
·    O treinamento de força não afeta negativamente as capacidades de resistência aeróbia.
·    Os programas de treinamento de força e potência podem beneficiar os desempenhos de resistência aeróbia pela prevenção de lesões, pelo aumento do limiar de lactato e Pela redução do tempo de contato com o solo durante a corrida.
                                                           (FLECK E KRAEMER.,2006)

A importância de identificar o objetivo principal e complementar do aluno é fundamental para então desenvolver dentro do programa de treinamento a metodologia mais adequada.

Segundo Guedes Jr (2006) a modalidade principal deve ser priorizada, enquanto a atividade suporte deve ser realizada com volume moderado, para não comprometer o período de recuperação. De um modo geral, a combinação de diferentes atividades físicas pode trazer maiores benefícios à saúde como um todo.
No esporte competitivo também se observa combinações de treinamentos para evitar alguns riscos à saúde dos atletas que são submetidos a longas jornadas de treino com intervalos inadequados.

Podemos observar que um atleta fisiculturista em determinado fase de treinamento emprega atividades aeróbias, visando à saúde cardiovascular. Já os corredores ou outros atletas de endurance, incluem a musculação que além de contribuir com a melhora da endurance esportiva, auxilia na manutenção da massa magra, que é comprometida em virtude do grande catabolismo proporcionado pelas atividades de longa duração, por fim, na prevenção de lesões.

Portanto, quando se tem por objetivo específico o desenvolvimento de força (força máxima, potência, hipertrofia), o treinamento de força deveria ser priorizado (especificidade do treinamento). Caso haja necessidade da combinação das atividades de força e aeróbia, pode-se optar pela prática da atividade aeróbia em períodos ou dias separados ou, se na mesma sessão, após o treino de força (Teixeira e Guedes Jr.,2010 apud Weinewck 2000; Paulo et AL.,2005; Guedes Jr.,2007a).



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


TEIXEIRA, C. V. L; GUEDES JUNIOR, D. P. Musculação perguntas e respostas: as 50 duvidas mais freqüentes nas academias. Phorte editora, 2010.

FLECK, S. J; KRAEMER, W. J. Fundamento do treinamento de força muscular. 3 ed, Artmed, 2006.

GUEDES, D. P. Saiba tudo sobre musculação. Rio de Janeiro: Editora Shape. 2006



Profº Carlos André Barros de Souza
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Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
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domingo, 6 de março de 2011

AIDS x EXERCÍCIO FÍSICO E QUALIDADE DE VIDA




A síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA; AIDS) é a manifestação clínica avançada de­corrente de um quadro de imunodeficiência causado pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH, HIV), que é transmitido pelas vias sexual, parenteral ou vertical. O HIV dife­rencia-se em tipos 1 e 2, sendo que o HIV-1 é o mais patogênico e o mais prevalente no mundo e o HIV-2 é endêmico na África Ocidental, disseminando-se pela Ásia. (Lazzarotto, 2010 apud Parham, 2000).

A principal característica dessa infecção é a imunopressão progressiva, que aumenta a chance do indivíduo desenvolver doenças oportunistas que quando não tratadas, podem levar o infectado ao óbito.

No Brasil, existem aproximadamente 362 mil casos e, atualmente, a SIDA encontra-se em processo de estabilização, embora em patamares elevados. Os dados de 2003 registraram nos homens a incidência de 23 casos/100 mil e, nas mulheres, 14 casos/100 mil. (Deresz et al, 2007).

Segundo Navarro et al (2007, apud Boletim Epidemiológico) – AIDS e DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) de janeiro a junho de 2005, do Programa de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, foram registrados desde 1980 a 2004, 171.923 óbitos por AIDS no Brasil, chegando a uma taxa de mortalidade em 2004 de 6,1 por 100.000 habitantes.

Mesmo com o surgimento de medidas efetivas de controle da doença, a AIDS continua se expandindo a cada dia. Entre estas medidas podemos destacar a facilidade de acesso ao diagnóstico, informação e o controle da qualidade do sangue hoje disponível para o tratamento da população.

Observa-se que além das próprias complicações ocasionadas pelo HIV, existem outras decorrentes do próprio tratamento. Pacientes com adesão ao tratamento com terapias antiretrovirais apresentam alterações metabólicas importantes como dislipidemias, tolerância alterada à glicose, resistência à insulina, acidose láctica, osteopenia, osteoporose, necrose avascular (Barros et al, 2007 apud Tershakovec, 2004).

Com o surgimento do HAART (terapia antiretroviral de alta potência) houve uma redução drástica dos casos de morte por AIDS. Ao mesmo tempo observaram-se, efeitos colaterais desta terapia, dentre eles a lipodistrofia.
Segundo o Manual clínico de alimentação e nutrição na assistência a adultos infectados pelo HIV da Secretaria de Vigilância em Saúde (2006), a síndrome da lipodistrofia é caracterizada por alterações na distribuição da gordura corporal, onde se observa lipoatrofia na face e membros (inferiores e superiores), acompanhada de acúmulo de gordura central (abdome, mamas e giba). 
Como a síndrome da lipodistrofia é um evento recente, ainda não há manejo clínico padronizado. Entretanto, várias recomendações gerais para a manutenção da saúde, parecem ter efeito bastante positivo, são elas: alimentação saudável, adesão ao tratamento como um todo, prática de exercícios físicos regulares, além de cuidados com a saúde emocional, em especial, os estados de desânimo e depressão (Ministério da Saúde, 2006).

Diante desse quadro, o exercício físico tem se reportado como um importante agente aprimorados da capacidade cardiorrespiratória, da força, do controle metabólico da insulina, do colesterol e do estado psicológico. (Palermo e Feijó, 2003 apud ACSM, 2003; Lea e Febiger, 1991).

Foram verificados resultados interessantes em alguns estudos (Dresz et al, 2007 apud Terry et al, 2006) em relação ao condicionamento aeróbio, evidenciando que o descondicionamento aeróbio relatado em indivíduos HIV positivos pode ser revertido com o treinamento aeróbio. Tratando-se do treinamento de força encontrados aumentos significativos na força, circunferências, massa livre de gordura e estado funcional quando comparados com o grupo controle. Considerando as alterações apresentadas no perfil lipídico, os resultados ainda são controversos, porém, foram encontrados resultados significativos quando avaliada a gordura corporal total, com reduções mais importantes na região do tronco.

Há indícios de que o exercício regular pode aumentar a funcionalidade do sistema imunológico, embora o exercício físico realizado de forma excessiva possa diminuir a imunidade (Eidam et al, 2005 apud Goleman e Gorin, 1997). Portanto, o exercício físico deve ser elaborado de forma criteriosa, respeitando os princípios da individualidade e as limitações que o portador do vírus se encontra.

A importância da atividade física não se faz apenas pelos benefícios funcionais e estéticos, devemos destacar que o aspecto psicológico é beneficiado com a diminuição do nível de estresse, ansiedade e depressão. Fatores que são fundamentais para a adesão de tratamento das pessoas infectadas pelo vírus da AIDS que sofrem com sérios distúrbios emocionais. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual clínico de alimentação e nutrição na assistência a adultos infectados pelo HIV - Secretaria de Vigilância em Saúde, Programa Nacional de DST/Aids. – Brasília: Ministério da
Saúde, 2006.

PALARMO, P. C. G.; FEIJÓ, O. G. Exercício físico e infecção pelo HIV: atualização e recomendações. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício • Vol. 2 • nº. 3 • Set / Dez 2003

EIDAM, C.L.; LOPES, A.S.; OLIVEIRA, O.V. Prescrição de Exercícios Físicos para Portadores do Vírus HIV. Revista. Brasileira de Ciência e Movimento. Vol. 13 n.3. p 81-88. 2005

DERESZ, L. F. et alii.  O estresse oxidativo e o exercício físico em indivíduos HIV positivo. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 13, Nº. 4. Jul/Ago, 2007

BITTENCOURT, G. et alii. O efeito do exercício físico agudo e crônico na resposta imunológica de indivíduos portadores do HIV. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício. São Paulo. v.1, n.4, p01-16. Julho/Agosto 2007.

ARAÚJO, A. B. et alii. Influencia da alimentação na lipodistrofia em portadores de HIV/AIDS praticantes de atividade física regular. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v 1, n 2, p. 13-18, Mar/Abr, 2007.

LAZZAROTTO, A. R; DERESZ, L. F; SPRINZ, E. HIV/AIDS e Treinamento Concorrente: a Revisão Sistemática. Revista Brasileira de Medicina do Esporte – v.16, n.2 – Mar/Abr, 2010.



Profº Carlos André Barros de Souza
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Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
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quarta-feira, 2 de março de 2011

EXERCÍCIO E QUALIDADE DE VIDA NA MENOPAUSA




A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL de SAÚDE define a menopausa como a cessação permanente da menstruação que resulta da falência da atividade folicular ovariana (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1996). A menopausa é um processo universal e natural que ocorre na vida da mulher ao longo do processo de envelhecimento (MORIYAMA, 2007 apud NIH, 2005).

 Segundo Stephenson e O‘Connor (2004), Cerca de um quarto das mulheres experimenta menopausa espontânea antes dos 45 anos de idade, cerca de metade a experimenta entre 45 e 50 anos, e a parte remanescente (um quarto) experimenta-a após os 50 anos de idade.
A menopausa pode ser diagnosticada corretamente após 12 meses de amenorréia. Mesmo havendo uma variação, a idade média para menopausa é 51 anos de idade. Normalmente o sangramento diminui durante 1 a 3 anos, os intervalos entre períodos menstruais aumenta (amenorréia) e a  quantidade de sangue diminui. Entretanto, em algumas mulheres, esses períodos param rapidamente e de forma permanente.
A chegada da menopausa é caracterizada por uma variedade de sintomas físicos e psicológicos, incluindo fatores relacionados ao envelhecimento. As alterações mais significativas e peculiares, que conseqüentemente co-relacionam-se com o maior número de estudos são as queixas relacionadas às irregularidades menstruais, os sintomas vasomotores e os sintomas relacionados às alterações vulvovaginais (MORIYAMA, 2007 apud SHERMAN ET AL, 2005; AVIS ET AL, 2001; DENNERSTEIN ET AL, 2000; KOTHARI E THACKER, 1999).
Entre os sintomas observados nessa fase, os fogachos ou ondas de calor são as queixas mais comuns, tendo sua taxa de prevalência entre 30% e 63%, nos estudos realizados entre a população brasileira (MORIYAMA, 2007 apud SCLOWITZ ET AL, 2005; PINTO NETO ET AL, 2002).
Os fogachos elevam a temperatura corporal que pode ser classificada como, moderado ou intenso e dura em média entre 5 e 10 minutos. Os locais mais acometidos são: tórax, pescoço e face.
A atrofia genital se torna também comum entre as queixas, que nessa fase pode causar desconforto à mulher. Coma intensidade do declínio estrogênico após a menopausa resulta no enrijecimento da parede vaginal, que somados a uma menor lubrificação, causam dispareunia e dificuldades no intercurso sexual. Por outro lado, embora ocorra universalmente nas mulheres pós-menopausadas, a atrofia vaginal nem sempre é vivida de maneira negativa ou sintomática (MORIYAMA, 2007 apud DAVILA ET AL,2003).
Segundo Stephenson e O‘Connor (2004) com o início da menopausa, as mulheres têm que enfrentar muitas alterações. Alterações anatômicas, perda de função e limitações físicas podem causar reflexões psicológicas e introspecção.
Estudos mostram que os riscos de doenças cardiovasculares aumentam quando a menopausa se instala na mulher. Os distúrbios cardiovasculares mais comuns em mulheres são hipertensão, doença das artérias coronarianas, insuficiência cardíaca congestiva e fibrilação atrial crônica. A prevalência de doença da artéria coronária, por exemplo, passa de 1 caso em 7-entre 45 e 64 anos – para 1 em 3, a partir dos 65 anos (MORIYAMA, 2007 apud GENAZZANI E GAMBACCIANI,2000).
Outro fator relacionado à menopausa é a osteoporose, por decorrência da diminuição na produção de estrógeno. Segundo Stephenson e O‘Connor (2004) Mulheres em pós-menopausa perdem osso em média de 1% a 2% ao ano. Conseqüentemente, por volta de seus 80 anos, elas podem ter perdido metade da massa óssea total.
O tratamento de sintomas específicos da menopausa é primariamente centrado na terapia de reposição de estrógeno. Porém, o objetivo é mostrar os efeitos do exercício físico como abordagem não farmacológica para melhora da qualidade de vida das mulheres pós-menopausadas.
A participação de mulheres no período da menopausa em atividade física regular fornece varias respostas favoráveis que contribuem para o envelhecimento saudável e influencia positivamente a auto-percepção física geral, a qual, por sua vez afeta a auto-estima do indivíduo, resultando numa melhor qualidade de vida e bem estar mental. (Beresford et al, 2010)
Em linhas gerais as evidências sugerem que o exercício aeróbio no climatério promove redução do peso e gordura corporal, melhora do VO2 máx, melhora dos níveis de glicose e aumento de densidade mineral óssea (MORIYAMA, 2007 apud ASIKAINEN ET AL,2004).
Estudos com exercícios anaeróbios também mostraram efeitos positivos em mulheres pós-menopausadas. Um estudo com mulheres quando submetidas a 16 semanas de um protocolo de treinamento com pesos visando hipertrofia, mostraram: modificações nos indicadores da composição corporal relacionados ao aumento da massa magra (massa muscular e massa livre de gordura), sem modificações na adiposidade; aumento do gasto energético de repouso relacionado positivamente à massa muscular. (TREVISAN E BURINI,2007).
É cada vez mais evidente que a atividade física quando bem orientada se torna o melhor meio de prevenção, manutenção e promoção para uma melhor qualidade de vida.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Moriyama, C. K. Impacto isolado e associado da terapia hormonal e exercício físico na qualidade de vida em mulheres no climatério pós-menopausa. USP, 2007.

Araújo, H. F. P; Beresford, H; Silva, Í. L. O valor do exercício físico aplicado a mulheres com distúrbios relacionados à menopausa. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano 15, Nº 148, Set/2010.

TREVISAN, M. C. ; BURINI, R. C. . Metabolismo de Repouso de mulheres pós-menopausadas submetidas a programa de treinamento com pesos (hipertrofia). Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 13, p. 133-137, 2007.

STEPHENSON, R. G., O’CONNOR, L. J. Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia. 2. ed. Barueri: Manole. 2004. 520p.





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Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
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